Agenda de Concertos de Miguel Araújo em 2026
- 10 de janeiro – Aveiro
- 13 de fevereiro – Vila Real
- 14 de fevereiro – Vila Real
- 5 de junho – Meo Arena (Lisboa)
- 6 de junho – Meo Arena (Lisboa)
Agenda de Concertos de Miguel Araújo em 2025
- 1 de Março – Vila Nova de Foz Côa
- 22 de Março – Ourique
- 18 de Abril – Aveiro
- 3 de Maio – Beja
- 13 de Junho – Termas São Vicente, Penafiel
- 24 de Junho – Castro Marim
- 5 de Julho – Vila Nova de Cerveira
- 17 de Julho – Sertã
- 18 de Julho – Vila do Conde
- 19 de Julho – Vila Nova de Gaia
- 1 de Agosto – Vila Pouca de Aguiar
- 14 de Agosto – Trancoso
- 15 de Agosto – Praia do Furadouro
- 16 de Agosto – Trofa
- 23 de Agosto – Viseu
- 30 de Agosto – Cascais
- 5 de Setembro – Funchal
Agenda de Concertos de Miguel Araújo em 2024
- 1 de Março – CC Olga Cadaval
- 24 de Abril – Albergaria-a-Velha
- 17 de Maio – Alvito
- 1 de Junho – Valongo
- 6 de Julho – Macedo de Cavaleiros
- 18 de Julho – Évora
- 28 de Julho – Águeda
- 1 de Agosto – Cantanhede
- 17 de Agosto – Mortágua
- 31 de Agosto – Carrazeda de Ansiães
- 21 de Setembro – Cabeceiras de Basto
- 26 de Outubro – Coliseu Porto
Um pouco da história de... Miguel Araújo
MIGUEL ARAÚJO: O Cronista da Música Pop Que Esgotou os Coliseus 28 Vezes
Falar do Miguel Araújo é falar de um dos maiores hitmakers e cronistas da nossa música popular contemporânea. Nascido na Maia, mas com o coração no Porto (cidade que o condecorou com a Medalha de Mérito Municipal em 2025!), o Miguel tem a capacidade rara de escrever canções que são pequenas histórias, cheias de ironia, melancolia e humor. A sua influência começou cedo, nos anos 80, com os tios e a música dos Beatles e Bob Dylan, e foi com o baixo que tudo começou.
A Curva de Carreira: De Os Azeitonas ao Sucesso a Solo
O ponto de viragem que o deu a conhecer ao país foi a sua passagem por Os Azeitonas, banda que co-fundou em 2002. Foi ali que trocou o baixo pela guitarra e começou a compor, assinando sucessos que se tornaram hinos de uma geração: “Anda Comigo ver os Aviões”, “Quem és tu Miúda” e “Tonto de Ti”. É um produtor de canções pop que ficam no ouvido, ponto final.
Mas o seu talento não podia ficar apenas num projeto. O momento em que o país percebeu que o Miguel Araújo era um nome incontornável foi quando começou a escrever para outros gigantes, como Ana Moura e António Zambujo (que gravou o seu tema “Reader’s Digest”). Em 2012, lançou o primeiro álbum a solo, Cinco dias e meio, que entrou no Top 3 de vendas. Quem não se lembra do sucesso “Os Maridos das Outras”? Uma melodia simples, original e uma letra divertida a brincar com os preconceitos do casamento. Seguiu-se o álbum Crónicas da Cidade Grande (2014), que entrou diretamente para o número 1 no iTunes, com temas como “Contamina-me” e a belíssima “Romaria das Festas de Santa Eufémia” (com Zambujo).
O Fenómeno Zambujo/Araújo e o Reconhecimento Total
O maior facto da sua carreira, e que prova o poder da sua arte, foi o concerto conjunto com António Zambujo. Em 2015, anunciaram um espetáculo intimista nos Coliseus. O fenómeno foi tal que esgotaram um total de 28 datas entre Porto e Lisboa, um recorde na música portuguesa! É a prova do amor do público pela sua escrita e interpretação.
A partir daí, dedicou-se à sua carreira a solo, lançando álbuns aclamados como Giesta (2017) – que inclui o dueto “1987” com Catarina Salinas – e os mais recentes Peixe Azul (2021) e Chá Lá Lá (2022). O Peixe Azul, gravado durante o confinamento, onde fez tudo sozinho, é um “tesouro nacional”, segundo a crítica. A sua escrita é tão apurada que o Manuel Falcão (do Jornal de Negócios) afirmou que ele “é quem melhores canções escreve e interpreta hoje em dia em Portugal.” É um músico completo, condecorado pela Maia e pelo Porto, que continua a encher as nossas vidas com histórias e melodias que nos fazem rir e suspirar.



