Agenda de Concertos de Tiago Bettencourt em 2026

  • 7 de Fevereiro – Arcos de Valdevez
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Agenda de Concertos de Tiago Bettencourt em 2025

  • 10 de Janeiro – Fafe
  • 11 de Janeiro – Óbidos
  • 18 de Janeiro – Águeda
  • 1 de Fevereiro – Figueira da Foz
  • 14 de Fevereiro – Ourém
  • 8 de Março – Ponta Delgada
  • 29 de Março – Estarreja
  • 29 de Março – Estarreja
  • 9 de Abril – Braga
  • 24 de Abril – Olivais
  • 30 de Abril – Bragança
  • 16 de Maio – Torres Novas
  • 17 de Maio – Viana do Alentejo
  • 17 de Maio – Viana do Alentejo
  • 21 de Maio – Faial
  • 23 de Maio – Graciosa
  • 24 de Maio – Angra do Heroísmo
  • 26 de Maio – Santa Maria
  • 28 de Maio – Corvo
  • 30 de Maio – Velas
  • 31 de Maio – Pico
  • 15 de Junho – Proença-a-Nova
  • 25 de Julho – Aguiar da Beira
  • 19 de Setembro – Valongo
  • 6 de Novembro – Coimbra
  • 18 de Dezembro – Campo Pequeno
  • 20 de Dezembro – Super Bock Arena (Porto)

Agenda de Concertos de Tiago Bettencourt em 2024

  • 6 de Junho – Oeiras
  • 7 de Junho – Pinhal Novo
  • 8 de Junho – Porto
  • 4 de Julho – Coimbra
  • 13 de Julho – Freamunde
  • 1 de Agosto – Lagos
  • 30 de Agosto – Cascais
  • 5 de Setembro – Faro
  • 14 de Setembro – Viana do Castelo
  • 22 de Setembro – Soure

Um pouco da história de... Tiago Bettencourt

Tiago Bettencourt: um percurso livre, entre canções, palavras e risco

Quando os Toranja fizeram uma pausa em 2006, muita gente ficou à espera do próximo passo de Tiago Bettencourt. Ele, como tantas vezes, escolheu ir contra a expectativa. Seguiu para o Canadá e, com a banda Mantha, gravou O Jardim (2007), produzido por Howard Bilerman. Um disco delicado, de respiração longa, que trouxe canções como “Canção Simples” e “O Lugar”. Não foi uma rutura brusca; foi antes uma transição cuidada, quase silenciosa, mas cheia de intenção.

Essa relação com Bilerman prolongou-se em Em Fuga (2010), já assumidamente a solo. Aqui, Tiago mostrou-se mais solto, mais exposto, com temas que ficaram rapidamente no ouvido coletivo, como “Só Mais Uma Volta”. Mas também havia espaço para canções menos óbvias, como “Chocámos Tu e Eu”. Honestly, era claro que estava a construir uma voz própria, sem pressas.

Entre a canção e a poesia

Em 2011, surge um dos projetos mais singulares da sua carreira: Tiago na Toca e os Poetas. Um álbum-livro onde musicou poemas de Florbela Espanca, Ary dos Santos ou David Mourão Ferreira. Não era um exercício académico; era um diálogo vivo com a palavra. As parcerias com Carminho, Camané e Fernando Tordo deram ainda mais peso emocional ao disco.

No ano seguinte, Acústico (2012) celebrou uma década de percurso, num registo ao vivo, íntimo, com convidados como Lura e Jorge Palma. Era uma espécie de balanço, mas sem nostalgia pesada. Mais “continuamos?”, menos “já fizemos tudo”.

Renovar sem perder o centro

Do Princípio (2014) marcou nova fase. Com colaborações de luxo — Jacques Morelenbaum, Mário Laginha e Fred Pinto Ferreira — Tiago renovou a paleta sonora. Canções como “Aquilo Que Eu Não Fiz”, “Morena” ou “Maria” mostraram um autor atento ao detalhe, mas também à canção direta, aquela que se canta sem dar por isso.

Depois de dois anos muito focados nos palcos, 2017 trouxe A Procura. Um disco inquieto, que cruza acústica trovadoresca, pop e eletrónica discreta. As colaborações com Márcia e Vanessa da Mata ampliaram horizontes, enquanto temas como “Se Me Deixasses Ser” ou “Diz Sim” reforçaram a ideia de viagem constante. Let me explain: não há aqui um destino fixo, só movimento.

Labirintos, silêncio e celebração

Em outubro de 2020, lança 2019 Rumo ao Eclipse, um álbum totalmente autoral, marcado por reflexão e maturidade. Com participações de Mariza, Mariana Norton e Cláudia Pascoal, o disco fala de escolhas, perdas, casa e liberdade. Durante o confinamento, Tiago apresentou-o em sessões intimistas, apenas com guitarra, gira-discos e uma planta. Simples, quase doméstico, mas profundamente humano.

Desde então, manteve projetos como o regresso de Tiago na Toca, os concertos especiais de dezembro e, em 2022, a celebração de 20 anos de carreira em salas emblemáticas, com orquestra e emoção à flor da pele. Em 2024, editou um livro de letras, reunindo todo o seu percurso escrito, dos Toranja até hoje.

Já em 2025, a digressão Fio da Navalha trouxe interação direta com o público, pedidos tirados à sorte, canções escolhidas no momento. Um risco? Sempre. Tiago Bettencourt nunca pertenceu a correntes ou fórmulas. O seu caminho é independente, variado e coerente. E talvez seja por isso que, passados mais de 20 anos, continua tão atual.