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Um pouco da história de... Leandro
Leandro: um percurso feito de persistência, palco e coração
Leandro nasceu em Lisboa, a 10 de janeiro de 1987, e desde cedo mostrou duas vontades difíceis de separar: ajudar a família e cantar. Cresceu com essa ideia muito clara, quase como quem carrega uma missão simples, mas pesada. Ainda criança, já trabalhava em vários ofícios e, ao mesmo tempo, não perdia oportunidade de cantar. Havia ali carisma, vontade e aquela urgência típica de quem sente que não pode falhar.
Antes da fama, houve muito chão. E houve palco, logo cedo. Em 1994, Leandro participou na Grande Noite do Fado e chegou à final, pisando o Coliseu dos Recreios ainda miúdo. Não ganhou — foi Liana quem levou o prémio — mas aquele momento ficou. Às vezes, não ganhar é apenas um atraso no relógio, não um fim.
Ídolos, televisão e o primeiro empurrão sério
Os anos 90 e o início dos anos 2000 não eram fáceis para quem queria singrar na música. Não havia redes sociais, nem atalhos digitais. Em 2004, Leandro voltou a aparecer na televisão ao participar na primeira edição de Ídolos, da SIC. Tinha 17 anos, era franzino, e acabou eliminado na primeira gala em direto.
Curiosamente, essa edição foi ganha por Sérgio Lucas, mas revelou outros nomes que viriam a ficar no espaço mediático, como Luciana Abreu e o próprio Leandro. Aqui’s the thing: nem sempre quem vence é quem chega mais longe. E Leandro não passou despercebido.
O primeiro disco e a construção de uma identidade
Após Ídolos, Leandro concentrou-se no estúdio. “Meu Coração Está de Luto” foi o seu primeiro álbum, com 18 temas, apresentado nos programas da manhã, esses verdadeiros lançadores de carreiras na época. A sonoridade andava entre o fado e a música ligeira, com uma voz melodiosa que ocupava um espaço pouco preenchido por cantores da sua geração.
Não foi um sucesso imediato de massas, mas foi suficiente para abrir portas. As rádios começaram a tocar, os convites surgiram, e o público começou a reconhecer aquele rosto e aquela voz.
Cristina Ferreira, televisão e o lado humano
Em novembro de 2005, Leandro apareceu no programa Você na TV, apresentado por Cristina Ferreira e Manuel Luís Goucha. Levou uma carta dedicada à mãe e à avó, explicando que era por elas que queria vencer. O momento foi simples, quase cru, e funcionou.
Desde então, Cristina Ferreira tornou-se, em tom de brincadeira, a sua “madrinha”. E a verdade é que aquele programa mostrou um Leandro mais humano, mais próximo, num mercado cada vez mais competitivo e exigente.
Ricardo Landum e a consolidação artística
O álbum “Leandro”, editado pela Espacial, marcou um passo firme na carreira. A produção ficou a cargo de Ricardo Landum, nome incontornável da música ligeira portuguesa. As letras não eram suas, é verdade, mas vinham de um autor que sabia escrever baladas que ficam.
Leandro encontrou ali o seu território emocional. E os fãs também. Muitos dos seus maiores sucessos nasceram dessa parceria, e isso nota-se na consistência do repertório.
Tournées, Coliseus e discos de platina
Com o segundo álbum veio a primeira grande digressão, iniciada na Aula Magna, em Lisboa, e estendida de norte a sul do país, incluindo comunidades emigrantes na Suíça, França e Luxemburgo. Em 2009, “Também Eu” tornou-se disco de platina, numa época em que os CDs ainda se compravam e se ofereciam.
Em 2010, Leandro subiu aos palcos dos Coliseus do Porto e de Lisboa. O concerto lisboeta deu origem ao CD + DVD “Leandro – Ao Vivo no Coliseu de Lisboa”, acompanhado por um livro onde contou parte da sua história. Foi um marco claro: já não era promessa, era realidade.
MEO Arena, televisão e novos desafios
O concerto no MEO Arena foi outro momento simbólico. Produção grande, público fiel, emoções à flor da pele — sobretudo quando recebeu o filho em palco durante “Balada para o Meu Filho”. São imagens que ficam.
Nos anos seguintes, Leandro passou também pela televisão em formatos como Dança com as Estrelas, A Tua Cara Não Me É Estranha e, mais tarde, Big Brother Famosos. Alguns momentos foram polémicos, outros cansativos, mas mostraram alguém que não tem medo de se expor.
Um cantor romântico que resiste
Leandro nunca escondeu o romantismo. Comparações com Tony Carreira surgiram, talvez cedo demais, mas com o tempo percebeu-se que o seu espaço era outro. Mais íntimo, mais emocional, mais direto.
Hoje, com uma discografia extensa e um público fiel, Leandro representa uma geração de cantores que cresceu sem atalhos. E isso, num mercado que muda depressa, continua a ter valor.



