Feira do Emigrante de Fafe 2025
Feira do Emigrante de Fafe 2025: Quando o coração volta a casa
Agosto em Fafe tem um sabor especial. Não é só o calor que se instala ou os dias que parecem não ter pressa. É aquele sentimento difícil de explicar — uma mistura de saudade e reencontro, de memórias antigas com cheiro a novo. A Feira do Emigrante de Fafe, que arranca a 1 de agosto e se estende até ao dia 11, é precisamente isso: uma festa que não é apenas feita de eventos, mas de afetos.
É nesta altura que os que partiram regressam — alguns só por uns dias, outros por semanas — mas todos com a mesma vontade: matar saudades. Da família, dos amigos, da terra. E claro, da boa comida, da música ao vivo, daquelas conversas que se prolongam pela noite dentro. Se já passou por isso, sabe bem do que falo. E se não passou, talvez esteja na hora.
Música, petiscos e noites que ficam
A programação da edição de 2025 está montada com o cuidado de quem conhece bem a alma fafense. Desde logo, o arranque com Guimafloyd — sim, uma homenagem sentida aos míticos Pink Floyd, mas com sotaque do Minho. A Arcada vai ganhar uma nova luz, e quem fechar os olhos talvez se sinta em Londres… ou em Travassós, vai depender da cerveja na mão.
No sábado e domingo, a Praça 25 de Abril transforma-se num arraial à moda antiga. Petiscos, música ao vivo com Bruno Fernandes, Sérgio Mira e os irresistíveis Sons do Minho. São noites para dançar, rir e lembrar que, às vezes, não é preciso muito para ser feliz — um caldo verde, um copo de tinto, e alguém que nos saiba ouvir.
Entre concertos e cultura, há tempo para tudo
Mas nem só de festa se faz a Feira. Segunda e terça trazem propostas diferentes, mais intimistas. Vicente Coda e Paraphernália, com o seu estilo entre o experimental e o tradicional, ocupam a Arcada. No dia seguinte, a Estação Memória acolhe a apresentação do livro e exposição “Monumentos ao Emigrante” — uma homenagem com rosto, palavras e fotografias que nos lembram quantas histórias cabem dentro de uma mala de cartão.
De Bonga à bicicleta: Fafe não pára
Na quarta, há folclore internacional no Fest’in Folk, e na quinta, Bonga — sim, o mestre da voz rouca e da alma africana — toma conta do palco. Um concerto com sabor a África e cheiro a terra molhada. E na sexta, claro, todos os caminhos vão dar à Volta a Portugal, com uma etapa a terminar na cidade. Um frenesim bom, cheio de cor e bicicletas a rasgar as ruas.
Convívio final: “Fafenses pelo Mundo”
Para fechar, o jantar de confraternização no dia 11 no Pavilhão Multiusos. Aqui não há concertos, não há palcos. Há abraços, histórias partilhadas e um orgulho que se sente — o de ser de Fafe, mesmo que se viva longe. Porque há lugares que nos marcam para sempre, e a Feira do Emigrante é o tipo de festa que nos lembra exatamente isso.
Então diga lá: não sente vontade de voltar também?
Cartaz

Programa
01 de Agosto – Sexta-feira
21:30 – Guimafloyd (Arcada)
02 de Agosto – Sábado
19:00 – Petiscos & Arraial (Praça 25 de Abril)
21:30 – Animação Musical | Bruno Fernandes e Sérgio Mira (Praça 25 de Abril)
24:00 – Animação DJ (Praça 25 de Abril)
03 de Agosto – Domingo
16:00 – Petiscos & Arraial (Praça 25 de Abril)
21:30 – Concerto – Sons do Minho (Praça 25 de Abril)
04 de Agosto – Segunda-feira
21:30 – Vicente Coda & Paraphernália (Arcada)
05 de Agosto – Terça-feira
18:00 – Apresentação do livro e exposição “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”, de Daniel Bastos e Luís Carvalhido (Estação Memória)
06 de Agosto – Quarta-feira
21:30 – Fest’in Folk Corredoura (Arcada)
07 de Agosto – Quinta-feira
21:30 – Concerto – Bonga (Arcada)
08 de Agosto – Sexta-feira
14:00 – Fim de Etapa Volta a Portugal em Bicicleta (Cidade)
11 de Agosto – Segunda-feira
Jantar de Confraternização
Convívio “Fafenses pelo Mundo”
19:30 – Pavilhão Multiusos







