Agenda de Concertos de Ana Malhoa em 2025
- 14 de março – Vizela
- 28 de abril – Viseu
- 23 de junho – Vila do Porto
- 29 de junho – Câmara de Lobos
- 1 de julho – Porto de Mós
- 12 de julho – Porto
- 24 de julho – Monsul
- 2 de agosto – Marinhais
- 9 de agosto – Campo Maior
- 10 de agosto – Malta
- 13 de agosto – Padim da Graça
- 27 de setembro – Tarouca
Agenda de Concertos de Ana Malhoa em 2024
- 29 de março – Castro Verde
- 15 de maio – Fafe
- 5 de julho – Trofa
- 27 de julho – Montargil
- 11 de agosto – Ferreira do Zêzere
- 20 de agosto – Lajes do Pico
- 31 de agosto – Terrugem
- 14 de setembro – Vila Franca das Naves
- 28 de setembro – Carnide, Lisboa
Um pouco da história de... Ana Malhoa
Ana Malhoa: três décadas sempre em movimento
Ana Malhoa é daquelas figuras que praticamente toda a gente em Portugal conhece. Mesmo quem diga “não é a minha música” sabe quem ela é. E isso, goste-se ou não, diz muito. Falamos de uma carreira longa, cheia de viragens, polémicas, reinvenções e, acima de tudo, resistência.
Uma infância em cima do palco
Nascida em Lisboa, a 6 de agosto de 1979, Ana Sofia Lopes Malhoa cresceu rodeada de música. Filha de José Malhoa, começou cedo — cedo mesmo. Aos cinco anos já andava em digressão com o pai. Para muitos era brincadeira, para ela era trabalho. Palcos, ensaios, horários. Uma escola dura, mas eficaz.
A vida pessoal nunca foi simples. A morte precoce da mãe biológica, a descoberta dessa história já em criança, uma família complexa. Tudo isso moldou uma personalidade forte, mesmo quando ainda era miúda. Talvez por isso Ana nunca tenha sido uma artista “discreta”. Nunca quis ser.
Televisão, pop e fenómeno juvenil
Nos anos 90, Ana Malhoa explode como fenómeno pop infantil e juvenil. Programas como Buéréré marcam uma geração inteira. Os números hoje parecem irreais — shares acima dos 90%. Era televisão de massas, sem ironia.
Ao mesmo tempo, lançava discos, muitos discos. Bandas sonoras, EPs, álbuns. Vendiam bem. Muito bem. Ana tornou-se omnipresente, com tudo o que isso traz de bom e de pesado.
Ser adulta num país que não esquece
A transição para uma carreira adulta não foi fácil. Nunca é. Mas Ana fez uma escolha clara: não pedir licença. Apostou numa pop mais latina, mais corporal, mais provocadora. Sexy, Caliente, Azucar. Títulos que dizem tudo.
“Sube La Temperatura”, “Tá Turbinada”, “Encaixa Baby Encaixa”. Gostemos ou não, dominaram as rádios durante anos seguidos. Três anos consecutivos como artista com a canção mais tocada do país. Isso não acontece por acaso.
Reinventar-se sem pedir desculpa
Mais tarde vieram novas sonoridades — trap, dancehall, estética urbana. Houve quem torcesse o nariz. Mas Ana continuou. Porque sempre foi assim. A carreira dela parece uma maratona, não um sprint.
Hoje, com mais de 30 anos de estrada, centenas de milhares de discos vendidos e uma agenda de concertos cheia, Ana Malhoa mantém-se relevante. Não por nostalgia, mas por insistência. Por trabalho.
E talvez seja isso que melhor a define. Num meio volátil, Ana Malhoa ficou. Mudou, caiu, voltou. Sempre em movimento. Sempre à sua maneira.