Agenda de Concertos de Ana Moura em 2026

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Um pouco da história de... Ana Moura

Ana Moura: quando o fado ganha novos caminhos

Não há muitas vozes que se reconheçam em dois segundos. A de Ana Moura é uma delas. Grave, quente, segura. Uma voz que pega numa melodia qualquer e a transforma logo em fado. Mesmo quando o fado parece não estar lá. E isso não se aprende — sente-se.

Coruche, família e o som das noites longas

Ana Moura nasce em Santarém, em 1979, e cresce em Coruche, numa casa onde se cantava muito. Fausto, José Afonso, Ruy Mingas, música angolana, fado. Os pais cantavam, a família cantava. Aos seis anos já cantava “Cavalo Ruço”. A mãe trautear “O Xaile de Minha Mãe” ficou-lhe colado à memória. Depois veio a adolescência e, como acontece a muitos, o fado ficou em pausa. Ficou à espera.

Bandas, escola e o fado que insistia

Aos 14 anos muda-se para Carcavelos para estudar. Entra na Academia dos Amadores de Música, mas são os colegas que a levam para a primeira banda. Rock, covers, ensaios. E mesmo aí, quando ninguém estava à espera, surgia um fado no alinhamento. Amália, claro. “Povo que Lavas no Rio”. A voz ia sempre parar ali. Não havia como evitar.

O acaso que muda tudo

Há um disco pop/rock planeado. Universal envolvida. O projeto não avança. Parece um desvio, mas não é. Num bar em Carcavelos, Ana canta um fado. António Parreira ouve, fica impressionado, leva-a às casas de fado. No Senhor Vinho, Maria da Fé não resiste. Convida-a a ficar. E ali começa a verdadeira escola. Técnica, tradição, escuta. Sem matar a intuição.

O primeiro disco e a certeza do caminho

Guarda-me a Vida na Mão, em 2003, produzido por Jorge Fernando, confirma tudo. “Sou do Fado, Sou Fadista” torna-se quase um manifesto. A crítica reage bem, o público também. Seguem-se Aconteceu e uma carreira que cresce depressa. Palcos cá fora, Carnegie Hall em Nova Iorque. De repente, o fado está a viajar.

Stones, Prince e um fado sem fronteiras

Tim Ries descobre Ana Moura no Japão. Rolling Stones entram na história. Canta com eles. Prince aparece mais tarde, primeiro em Paris, depois no Super Bock Super Rock. Parece improvável, mas resulta. Porque a voz aguenta tudo. E nunca perde identidade.

“Desfado” e o salto definitivo

Em 2012, Desfado muda tudo. Fado nas rádios mainstream, discos de platina, digressões globais. Um clássico moderno. Ana Moura prova que tradição e risco podem conviver. Hoje, com centenas de concertos, prémios e colaborações históricas, é simples dizer: o fado cresceu. E Ana Moura ajudou-o a crescer sem o perder pelo caminho.