Agenda de Concertos de António Zambujo em 2026
Não existem concertos marcados de momento
Agenda de Concertos de António Zambujo em 2025
- 18 de Abril – Vidigueira
- 24 de Abril – Odivelas
- 31 de Maio – Cascais
- 21 de Junho – Penafiel
- 28 de Junho – Évora
- 13 de Julho – Torres Novas
- 22 de Julho – Porto Moniz
- 26 de Julho – Leça da Palmeira
- 2 de Agosto – Pinhal
- 30 de Agosto – Cascais
- 5 de Setembro – Castro Verde
- 6 de Setembro – Tavira
- 13 de Novembro – Lisboa
- 14 de Novembro – Lisboa
- 22 de Novembro – Super Bock Arena
Agenda de Concertos de António Zambujo em 2024
- 3 de Fevereiro – Coliseu dos Recreios
- 4 de Fevereiro – Coliseu dos Recreios
- 5 de Fevereiro – Coliseu dos Recreios
- 25 de Abril – Setúbal
- 10 de Maio – Machico
- 25 de Maio – Vila Nova de Foz Côa
- 9 de Junho – Oeiras
- 12 de Junho – Reguengos de Monsaraz
- 9 de Julho – Oeiras
- 18 de Julho – Évora
- 19 de Julho – Vilamoura
- 21 de Julho – Vila Nova de Gaia
- 26 de Julho – Cantanhede
- 27 de Julho – Covilhã
- 1 de Agosto – Cantanhede
- 7 de Agosto – Porto Santo
- 25 de Agosto – Cascais
- 7 de Setembro – Santa Clara, Águeda
- 23 de Outubro – Theatro Circo de Braga
- 5 de Dezembro – Convento de São Francisco
- 7 de Dezembro – Ermesinde
- 21 de Dezembro – Fafe
Um pouco da história de... António Zambujo
ANTÓNIO ZAMBUJO: O Alentejano Que Canta a Calma do Fado e a Doçura do Brasil
Falar do António Zambujo é entrar num universo de calma, de elegância e de uma doçura vocal que desarma qualquer um. Este músico de Beja, nascido a 19 de setembro de 1975, é a prova viva de que a música portuguesa é um farol de cultura e de língua, capaz de brilhar em todo o mundo. O Zambujo não é só um cantor; é um representante de Portugal, do Alentejo e da nossa ligação fraternal com o Brasil.
A Curva de Carreira: Do Clarinete ao Clube do Fado
O percurso dele é fascinante. Ligado ao Cante Alentejano desde criança (a sua inerência familiar e geográfica!), começou a estudar Clarinete aos 8 anos. Mas a magia do Fado chamou por ele, e aos 16 anos mudou-se para Lisboa. O seu ponto de viragem acontece quando, com o curso de clarinete no currículo, é convidado pelo lendário Mário Pacheco para tocar no Clube do Fado em Alfama. É o batismo nas casas onde a tradição se sente.
Pouco depois, em 2000, integra o elenco do musical Amália do Filipe La Féria, onde interpreta o papel de Francisco da Cruz, o primeiro marido da Diva. Estes palcos trouxeram-lhe experiência e, em 2002, lançou o seu primeiro trabalho, O Mesmo Fado, que lhe valeu o prémio de “Melhor Nova Voz do Fado”.
Do Amália ao Chico Buarque
A partir de 2004, começou a cantar na casa Sr. Vinho e a sua carreira internacional começou a disparar, com concertos de Toronto a Paris e Sarajevo. Em 2006, recebeu o prestigiado Prémio Amália Rodrigues na categoria de “Melhor Intérprete Masculino de Fado”.
Mas a sua marca distintiva é a ligação ao Brasil. A anedota é que, depois de ouvir João Gilberto aos 16 anos, ele quis cantar como ele. E conseguiu! É um cantor muito conhecido no Brasil, com parcerias com nomes como Roberta Sá, Ney Matogrosso, Ivan Lins e, claro, o mestre Chico Buarque de Holanda (a quem homenageou no álbum Até Pensei Que Fosse Minha, de 2016). É esta fusão suave entre a melancolia do Cante e a doçura da Bossa Nova que o torna único.
A sua qualidade tem sido inegável. O álbum Do Avesso (2018) ganhou o Prémio José Afonso, e em 2019, o tema “Sem Palavras” foi indicado para o Grammy Latino. Em 2015, foi agraciado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Recentemente, entre os álbuns Voz e Violão (2021) e Cidade (2023), ele encontrou tempo para ser mentor no The Voice Portugal e juntar-se a amigos como César Mourão e Miguel Araújo no espetáculo Mais à Larga. O Zambujo é o nosso embaixador da calma, da canção bem escrita e do bom vinho (agora até abriu uma loja de vinhos em Vila de Frades!). É um luxo ouvi-lo!



