Agenda de Concertos de Bandidos do Cante em 2026

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Um pouco da história de... Bandidos do Cante

Bandidos do Cante: cinco vozes jovens com a tradição bem viva

Os Bandidos do Cante são cinco jovens alentejanos que carregam o cante na alma e na voz, mas não ficam presos a ele. Miguel Costa, Duarte Farias, Francisco Raposo, Luís Aleixo e Francisco Pestana, naturais de Beja e Portel, cresceram a ouvir modas em casa, em família, e a cantá-las mais tarde em convívios entre amigos. Esse caminho natural levou-os à música, primeiro como partilha e só depois como projeto sério. Hoje, esse percurso ganha forma no álbum de estreia “Bairro das Flores”.

O disco apresenta-se como algo que não é cante puro — e o grupo faz questão de o sublinhar. As raízes estão lá, claras e assumidas, mas há espaço para experimentar, misturar e arriscar. Trabalharam com vários produtores e isso sente-se: há temas mais pop, outros num território intermédio entre o tradicional e o contemporâneo. No fundo, é um retrato honesto de cinco músicos a tentarem perceber quem são.

Canções simples, feitas de quotidiano

As letras de “Bairro das Flores” falam de coisas simples, daquelas que fazem parte da vida de quase toda a gente. Relações, encontros, desencontros e, acima de tudo, amor. Amor dito de várias maneiras, com estilos diferentes de canção para canção, algo que reflete também a diversidade de pessoas envolvidas no processo criativo. A intenção é clara: criar identificação, sem grandes artifícios.

Com oito músicas a que chamam ‘moda canção’, os Bandidos do Cante querem transmitir verdade. As vivências puxam para a terra, para os ambientes do dia a dia, para aquilo que é simples e bonito sem precisar de ser explicado. Mesmo quando a estrutura musical se afasta do cante tradicional, a identidade mantém-se presente nas vozes e na forma de interpretar. É difícil ouvir e não perceber de onde vêm.

De um jantar improvável a palcos cheios

A história do grupo começou quase por acaso, como tantas no Alentejo, à mesa de um jantar que terminou a cantar. Dessa convivência nasceu o convite para gravarem vozes em “Casa”, tema dos D.A.M.A. com Buba Espinho, lançado no final de 2022. O impacto foi imediato, com milhões de audições, forte presença nas rádios e atuações nos coliseus de Lisboa e do Porto. A carreira, apesar de curta, ficou rapidamente preenchida.

Em 2023, ainda como Amigos do Alentejo, atuaram com os D.A.M.A. e foi aí que o nome Bandidos do Cante se fixou. A partir desse momento, começou a vontade de criar originais e afirmar um projeto próprio. Para isso, rodearam-se de pessoas que compreendem a sua estética, como Jorge Benvinda, autor do primeiro single “Amigos Coloridos”, e outros nomes da música portuguesa atual.

Olhar em frente sem esquecer de onde vêm

O álbum conta ainda com a participação especial de António Zambujo no tema “Primavera”, uma referência assumida para os cinco músicos. O convite nasce da admiração e de um caminho artístico que sentem próximo. Para o futuro, está prevista uma edição ‘deluxe’ com novos temas e convidados. Em março, os Bandidos do Cante dão mais um passo ao participarem no Festival da Canção, com a ambição clara de levar o Alentejo ainda mais longe.

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