Agenda de Concertos de Carolina de Deus em 2025
- 23 de Fevereiro – Amiais de Baixo
- 24 de Abril – Sesimbra
- 3 de Junho – Oeiras
- 7 de Junho – Argoncilhe
- 4 de Julho – Viana do Castelo
- 12 de Agosto – Alcochete
- 14 de Agosto – Fronteira
- 26 de Agosto – Viseu
- 29 de Agosto – Cascais
- 13 de Setembro – Viana do Castelo
- 20 de Dezembro – Alvaiázere
Um pouco da história de... Carolina de Deus
Carolina de Deus: crescer, sentir e cantar sem pressa
Há artistas que aparecem como um grito. Carolina de Deus apareceu como uma conversa. Calma, próxima, quase confidencial. E talvez por isso tenha chegado tão longe tão cedo. Aos 23 anos, já tem um disco, canções que passam na rádio e um público que escuta — mesmo.
Entre códigos legais e acordes
Lisboeta, Carolina estudou Direito durante quatro anos. Sim, Direito. Enquanto muitos afinavam guitarras, ela afinava argumentos. Hoje chama-lhe “plano B”, com um sorriso tranquilo. Here’s the thing: essa dupla formação nota-se. Há método nas letras, cuidado nas palavras, estrutura emocional bem pensada. Nada soa ao acaso.
Música em casa, música na pele
A música esteve sempre lá. A irmã mais velha, Maria de Deus, foi uma influência direta. Os pais ajudaram a abrir horizontes — José Cid, Rita Lee, Seu Jorge. Aos 15 anos já era vocalista de uma banda rock. Piano, voz, curiosidade. Tudo junto. Não havia urgência de ser famosa. Havia vontade de perceber.
Televisão, pausa forçada e foco
Em 2019, entra no programa “La Banda”, na RTP. Fica seis meses totalmente dedicada. Finalista. Boa experiência, mas também exigente. Uma espécie de estágio intensivo. Sai de lá com mais ferramentas e, talvez, mais paciência. Às vezes parar é avançar — parece contradição, mas não é.
“Talvez” e o efeito dominó
Janeiro de 2022 marca um ponto de viragem. “Talvez”, escrita e composta por Carolina, começa a circular. Cresce. Explode. Torna-se a música mais pesquisada no Shazam em Portugal. Um milhão de visualizações no YouTube. Tudo orgânico. Sem grandes truques. Só identificação.
Dores que fazem crescer
O álbum Dores de Crescimento, lançado em maio de 2023, confirma que não foi sorte. As canções falam de sentimentos contraditórios, de amadurecer sem manual de instruções. António Zambujo entra em “Dores de Crescimento” e acrescenta silêncio, espaço, respiração. Outras faixas — “Querido Futuro Namorado”, “Seria Estúpido Ligar-Te”, “Je Veux” — mostram versatilidade sem perder unidade.
Colaborações e próximos passos
Há também duetos, como “Volta que eu aguento”, com João Só. Conversas musicais, não feats de calendário. Carolina ainda está a crescer, como o próprio disco assume. Mas cresce com consciência. Para quem tem mais de 30 anos, ouvir Carolina de Deus é reconhecer algo raro: uma artista jovem que não tem pressa de ser tudo já. E isso, honestamente, sabe muito bem.



