Agenda de Concertos de David Fonseca em 2026
- 21 de Novembro – Super Bock Arena (Porto)
- 28 de Novembro – Campo Pequeno (Lisboa)
Agenda de Concertos de David Fonseca em 2025
- 8 de Fevereiro – Ílhavo
- 14 de Fevereiro – São João da Madeira
- 8 de Março – Coimbra
- 5 de Abril – Paredes
- 21 de Maio – Leiria
- 21 de Junho – Maia
- 4 de Julho – Lamego
- 10 de Julho – Calheta
- 24 de Agosto – Aveiro
- 30 de Agosto – Caldas da Rainha
Agenda de Concertos de David Fonseca em 2024
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Um pouco da história de... David Fonseca
David Fonseca: canções, imagens e um certo jeito para ficar
Há nomes que não precisam de grande apresentação. David Fonseca é um deles. Para quem cresceu no final dos anos 90, o nome traz logo memórias: rádio ligada, letras em inglês cantadas sem pensar muito no sotaque, e aquela sensação de que algo novo estava a acontecer na música portuguesa.
Silence 4 e o fenómeno improvável
Leiria não costumava aparecer no mapa pop nacional. Até aparecerem os Silence 4. Em 1998, Silence Becomes It explode de forma quase inexplicável. Concertos cheios, discos a voar, uma banda portuguesa a cantar em inglês e a dominar tudo. Parece contraditório, mas funcionou. Em 2001 fazem a última digressão e, em 2002, param. O regresso pontual em 2014 teve outro peso — celebrar a recuperação de Sofia Lisboa. Mais humano, menos indústria.
A solo, mas nunca sozinho
Em 2003, David Fonseca começa a sua carreira a solo com Sing Me Something New. Confirma-se aquilo que muitos suspeitavam: ele não era só a voz de uma banda. Discos como Our Hearts Will Beat As One, Dreams in Colour ou Between Waves mostram um autor atento ao detalhe, ao som, ao lado emocional das canções. Há método ali. Mas também há instinto.
Mudar de língua, mudar de pele
Futuro Eu, em 2015, marca uma viragem. Primeiro álbum todo em português. Arriscado? Talvez. Necessário? Claramente. Canções como “Chama-me Que Eu Vou” aproximam-no de um público mais amplo, sem perder identidade. Here’s the thing: mudar não foi trair o passado. Foi dar-lhe continuidade.
Pandemia, arquivos e novas formas
Em 2020, durante o confinamento, lança “It Feels Like Home”. Caseiro, íntimo, honesto. Aproveita o tempo para revisitar arquivos e publica raridades e canções de Natal. Já em 2022, surpreende com Living Room Bohemian Apocalypse, um disco visual. Música, imagem, narrativa. Tudo junto. Como se sempre tivesse sido assim.
Mais do que canções
David Fonseca é também imagem. Realiza videoclips, fotografa, publica livros. As Polaroids de Right Here, Right Now mostram isso bem. No fundo, é um criador completo, daqueles que não desligam. E talvez seja por isso que continua relevante. Não por insistência. Mas por curiosidade. E isso, convenhamos, é raro.