Agenda de Concertos de Dino D’ Santiago em 2026

Não existem concertos marcados de momento

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Agenda de Concertos de Dino D’ Santiago em 2025

  • 17 de Maio – Leiria
  • 31 de Maio – Santiago do Cacém
  • 7 de Junho – Lisboa
  • 9 de Junho – Lagoa
  • 14 de Junho – Matosinhos
  • 25 de Junho – Angra do Heroísmo
  • 27 de Junho – Vila Velha de Ródão
  • 28 de Junho – Loulé
  • 24 de Julho – Setúbal
  • 8 de Agosto – Lourinhã
  • 16 de Agosto – Castro Marim
  • 28 de Agosto – Aljezur
  • 3 de Setembro – Montemor-o-Novo
  • 7 de Setembro – Faro
  • 10 de Outubro – Silves
  • 22 de Dezembro – Lisboa
  • 31 de Dezembro – Coimbra

Agenda de Concertos de Dino D’ Santiago em 2024

Não existem concertos marcados de momento

Um pouco da história de... Dino D’ Santiago

Dino D’Santiago: a voz que juntou margens

Há artistas que cantam bem. Outros cantam bonito. Dino D’Santiago faz outra coisa: canta com história. E isso sente-se logo, mesmo para quem o descobriu mais tarde, já adulto, já com o ouvido cheio de referências. A voz traz chão, traz rua, traz raiz. Não é pouco.

Quarteira, bairro e identidade

Claudino Jesus Borges Pereira nasce em 1982, em Quarteira, filho de pais cabo-verdianos da ilha de Santiago. Cresce no Bairro dos Pescadores, um espaço duro, mas vivo, onde culturas se cruzavam todos os dias. Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé. Música, sotaques, histórias. Quando o bairro começa a ser demolido, no fim dos anos 90, Dino muda-se com a família. Muda de casa, não muda de identidade.

A igreja, o hip hop e os primeiros versos

A música entra cedo. Primeiro no coro da igreja, a ver os pais cantar. Depois, nos anos 90, chega o hip hop e muda tudo. Os rappers do bairro pedem-lhe para fazer refrões. Ele aceita. Começa a escrever. Here’s the thing: antes de haver carreira, já havia prática. E isso nota-se.

Operação Triunfo, mas sem fórmula

Em 2003, quase por acaso, entra na Operação Triunfo. A história é conhecida: vai acompanhar uma amiga, canta, fica. Passa com uma música dos Black Company e temas originais. Ganha visibilidade, mas não se deixa engolir pelo formato. Mais tarde, com incentivo de Ludgero Rosas, muda o nome artístico para Dino D’Santiago. Um gesto simples, carregado de significado.

Projetos, colaborações e caminho próprio

Depois do programa, não segue a rota mais óbvia. Trabalha com Expensive Soul, integra a Nu Soul Family durante 11 anos, cria o projeto Dino & The SoulMotion. Soul, R&B, hip hop, África sempre presente. Parece disperso? Não é. É construção. Camada a camada.

Reconhecimento sem pressa

Os prémios chegam mais tarde, quando o discurso já está sólido. Medalha de Mérito de Loulé, vários PLAY, Globo de Ouro de Melhor Intérprete. Em 2022, assume o papel de mentor no The Voice Portugal. Curioso, não é? Alguém que nunca seguiu moldes passa a ajudar outros a encontrarem o seu.

Dino D’Santiago é músico, sim. Mas também é ativista, ponte, tradutor cultural. Para quem tem mais de 30 anos, ouvir Dino é perceber que a música portuguesa mudou — e ainda bem. Cresceu, misturou-se, ganhou mundo. E ganhou verdade.

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