Agenda de Concertos de GNR em 2025
- 24 de Abril – Almada
- 6 de Junho – Oeiras
- 7 de Junho – Vila de Rei
- 14 de Junho – Caldas da Rainha
- 21 de Junho – Maia
- 21 de Julho – Crestuma
- 29 de Julho – Setúbal
- 8 de Agosto – Peso da Régua
- 11 de Agosto – Viseu
- 14 de Agosto – Valongo
- 25 de Agosto – Corroios
- 29 de Agosto – Crato
- 4 de Setembro – Valpaços
- 5 de Setembro – Valpaços
- 12 de Setembro – Moimenta da Beira
- 18 de Outubro – Coliseu Porto
- 7 de Novembro – Coliseu dos Recreios, Lisboa
- 31 de Dezembro – Vila Nova de Milfontes
Agenda de Concertos de GNR em 2024
- 27 de Janeiro – Sesimbra
- 14 de Fevereiro – Europarque
- 17 de Fevereiro – Amarante
- 23 de Fevereiro – Casino Estoril
- 6 de Abril – Albufeira
- 24 de Abril – Odivelas
- 10 de Maio – Chamusca
- 22 de Junho – Oliveira de Azeméis
- 14 de Julho – Calheta
- 19 de Julho – Carregal do Sal
- 20 de Julho – Évora
- 3 de Agosto – Vila Nova de Cerveira
- 5 de Agosto – Peniche
- 10 de Agosto – Trancoso
- 15 de Agosto – Torno
- 16 de Agosto – Gafanha da Nazaré
- 16 de Agosto – Ílhavo
- 7 de Setembro – Favaios
- 8 de Setembro – Montemor-o-Velho
- 29 de Setembro – Carnide, Lisboa
- 6 de Outubro – Alvaiázere
Um pouco da história de... GNR
GNR: mais do que uma banda, um estado de espírito
Falar dos GNR é falar de várias décadas da nossa própria vida. Quem tem hoje mais de 30 anos sabe do que falo. As canções estão lá, coladas a verões, a viagens de carro, a noites longas e conversas que pareciam importantes demais para acabar cedo. E, honestamente, ainda parecem.
Começou numa garagem, como deve ser
Os GNR nascem no Porto, em 1980, numa garagem em Francos. Alexandre Soares, Vítor Rua e Tóli César Machado juntaram-se com uma ideia simples e ambiciosa: fazer música diferente. Não queriam copiar ninguém. Queriam provocar, testar limites, soar estranho se fosse preciso. E soaram. Singles como “Portugal na CEE” e “Sê Um GNR” baralharam expectativas e causaram algum incómodo — o que, convenhamos, é quase um selo de qualidade.
Entra Reininho, muda tudo
Em 1981 chega Rui Reininho. E aqui a conversa muda de tom. As letras ganham ironia, humor fino, imagens improváveis. Nada é óbvio, mas tudo faz sentido. É como ouvir alguém a falar connosco de lado, com um sorriso meio escondido. Discos como Independança foram mais elogiados do que comprados, mas lançaram sementes. Mais tarde, elas cresceram.
Quando o país começou a cantar junto
Com Psicopátria (1986) e Valsa dos Detectives (1989), os GNR tornam-se grandes. “Efectivamente”, “Dunas”, “Vídeo Maria”… quem não sabe pelo menos um refrão? E depois vem Rock in Rio Douro (1992). Estádios cheios, discos de platina, uma banda portuguesa a provar que também podia jogar na liga grande. Foi um choque bom.
Resistir, adaptar, continuar
Os anos passaram, o mercado mudou, as modas foram e vieram. Os GNR ficaram. Criaram a própria editora, reinventaram-se sem negar o passado e mantiveram algo raro: identidade. Caixa Negra, concertos sinfónicos, projetos intimistas — nada parece feito por obrigação. Parece feito porque sim. Porque ainda faz sentido.
No fim, ou melhor, no caminho
Os GNR nunca foram só músicas para a rádio. São frases que ficam, ideias que incomodam, melodias que regressam quando menos esperamos. E talvez seja isso. Não envelheceram connosco. Cresceram. E continuam por aqui, como velhos amigos que ainda têm muito para dizer.