Agenda de Concertos de HMB em 2026
- 4 de julho – Velas
Agenda de Concertos de HMB em 2025
- 24 de Abril – Lourosa
- 23 de Maio – Coimbra
- 27 de Junho – Vila do Bispo
- 13 de Julho – Baixa da Banheira
- 26 de Julho – Mira
- 28 de Agosto – Cascais
- 12 de Setembro – Viana do Castelo
- 31 de Dezembro – Guimarães
Agenda de Concertos de HMB em 2024
- 12 de Janeiro – Santa Cruz
- 1 de Abril – Constância
- 3 de Maio – Alcains
- 6 de Maio – Lisboa
- 31 de Maio – Guimarães
- 6 de Junho – Pinhal Novo
- 9 de Junho – Lousada
- 21 de Junho – Barcarena
- 22 de Junho – Caranguejeira
- 23 de Junho – Lourinhã
- 30 de Junho – Alverca
- 13 de Julho – Pereira
- 14 de Julho – Sacavém
- 1 de Agosto – Idanha-a-Nova
- 2 de Agosto – Santa Cruz das Flores
- 14 de Agosto – Torno
- 16 de Agosto – Fermentelos
- 17 de Agosto – Amareleja
- 18 de Agosto – Almada
- 24 de Agosto – São Jacinto, Aveiro
- 30 de Agosto – Gradil
- 31 de Agosto – Alandroal
- 6 de Setembro – Ponta do Sol
Um pouco da história de... HMB
HMB: soul, funk e uma assinatura bem portuguesa
Os HMB — sigla de Héber Marques Band — surgiram em 2007 e, sem grande alarido inicial, foram conquistando um lugar sólido na música portuguesa. A banda, formada por Héber Marques na voz, Daniel Lima nos teclados, Joel Silva na bateria e Joel Xavier no baixo, trouxe algo que não era comum no panorama nacional: soul e funk cantados em português, sem pedir licença a ninguém. E isso, convenhamos, não é pouca coisa.
Desde cedo ficou claro que não estavam ali para seguir modas rápidas. O som dos HMB tem groove, tem balanço, mas também tem cuidado técnico e respeito pela palavra. As letras falam de amor, de desencontros, de dúvidas comuns — aquelas que todos já sentimos, mesmo que não gostemos de admitir. Talvez seja por isso que tanta gente se revê nas canções. You know what? É música que entra fácil, mas fica.
Um percurso feito de palco, estrada e consistência
Ao longo dos anos, os HMB foram crescendo com calma, disco a disco, concerto a concerto. A banda esteve nomeada para Best Portuguese Act nos MTV Europe Music Awards em 2014, 2016 e 2017, um sinal claro de reconhecimento além-fronteiras. Mas o grande carimbo de popularidade chegou em 2017, quando venceram o Globo de Ouro de Melhor Música com “O Amor É Assim”, tema cantado em parceria com Carminho.
Essa colaboração não foi apenas um cruzamento de nomes famosos. Foi uma ponte entre universos — o fado e o soul — que funcionou de forma natural. No ano seguinte, em 2018, os HMB voltaram a subir ao palco dos Globos para receber o prémio de Melhor Grupo. Não foi surpresa; foi consequência.
Quando a música passa para o dia a dia
Há um detalhe curioso no percurso dos HMB: muitas pessoas conhecem as músicas antes mesmo de saberem quem as canta. Temas como “Naptel Xulima” entraram em campanhas da Fox Life Portugal, enquanto “Não Me Leves a Mal” deu som a um anúncio da Danone, com Jessica Athayde. Já “Paixão” acabou por se tornar genérico de uma telenovela. A música saiu do palco e entrou na rotina diária — na televisão, no sofá, nas conversas.
Esse tipo de presença não acontece por acaso. As canções têm ritmo, mas também têm clareza emocional. São fáceis de usar, de sentir, de lembrar. Aqui’s the thing: os HMB perceberam cedo que comunicar bem é tão importante como tocar bem.
Mais do que uma banda, uma identidade
Em 2017, Héber Marques assumiu ainda o papel de jurado no programa “Just Duet; O Dueto Perfeito”, da SIC, mostrando um lado mais pedagógico e atento ao detalhe vocal. Foi quase como ver o backstage da banda ganhar rosto humano. Os HMB não são só canções bem produzidas; são pessoas que pensam música, que a discutem, que a vivem.
Hoje, os HMB representam uma ideia simples, mas poderosa: é possível fazer música negra, soul e funk, em português, sem perder autenticidade. E isso, num país de tradições fortes, é um pequeno ato de coragem — e um grande gesto artístico.



