Agenda de Concertos de Joana Almeirante em 2026

  • 22 de janeiro – Coliseu (Porto)
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Um pouco da história de... Joana Almeirante

Joana Almeirante: a voz que saiu da sombra sem fazer barulho

Há artistas que entram na sala de mansinho e, quando damos por isso, já estão no centro da conversa. Joana Almeirante é assim. Durante anos esteve ao lado de Miguel Araújo, guitarra afinada, presença discreta. Depois, quase sem anúncio formal, passa para a frente do palco. E resulta. Naturalmente.

Uma casa cheia de discos e uma guitarra à espera

A história começa cedo, como muitas boas histórias musicais. Um pai com uma parede cheia de discos, concertos em família, estilos misturados sem preconceitos — do pop ao metal, da música portuguesa ao rock clássico. Um dia, uma guitarra ali encostada chama por ela. You know what? Às vezes é mesmo assim. Três meses de vídeos no YouTube, depois aulas, depois Conservatório. O caminho faz-se a andar.

Do Conservatório para a estrada

Joana entra na banda de Miguel Araújo aos 18 anos, mal sai do Conservatório. Aprende rápido o lado profissional da coisa: horários, ensaios, palco, responsabilidade. Quatro anos depois lança “Bem Me Quer”, que acaba por se tornar genérico de uma telenovela. Um salto grande. Mas, curiosamente, vivido sem euforia. Ela própria admite que só percebeu o impacto mais tarde.

Quando a voz pede espaço

Cantar sempre esteve lá. Só que, durante muito tempo, não era o foco. A composição surge mais tarde, há cerca de três anos, quase como quem abre uma gaveta esquecida. As pessoas começam a reagir mais à voz do que à guitarra. Um sinal claro. Havia ali qualquer coisa para explorar. E Joana escutou.

Ilusão: um primeiro passo consciente

O EP Ilusão é íntimo, acústico, emocionalmente contido. Não é rock n’ roll à solta, apesar de ela gostar. É escolha estética. “Tão cedo não é amanhã” confirma isso, com produção de João André e um elenco de músicos que sabe exatamente quando tocar e quando parar. O disco serve quase como um laboratório — experimentar para perceber quem se é. Ou quem se está a tornar.

Palco, nervos e identidade

Subir ao palco como protagonista trouxe nervos físicos, aquele frio miudinho. Mas passa com treino. Antes dos concertos, Joana não se isola. Veste-se cedo, conversa, mantém a normalidade. Talvez por isso o público se reveja nela. Entre um fato de treino no estúdio e um look country à Sheryl Crow, constrói uma imagem sem esforço.

No fundo, Joana Almeirante não apareceu de repente. Esteve sempre ali. Só precisou de tempo — e coragem — para ocupar o seu lugar. E agora? Agora está mesmo a começar.

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