Agenda de Concertos de Mariza em 2026

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Agenda de Concertos de Mariza em 2025

  • 25 de Maio – Vialonga
  • 2 de Junho – Oeiras
  • 9 de Junho – Vila Nova de Famalicão
  • 13 de Junho – Alijó
  • 24 de Junho – Lousã
  • 27 de Junho – Ribeira Brava
  • 1 de Julho – Velas
  • 11 de Julho – Arronches
  • 12 de Julho – Santo Tirso
  • 13 de Julho – Porto
  • 20 de Julho – Marco de Canaveses
  • 31 de Julho – Machico
  • 5 de Agosto – Cantanhede
  • 7 de Agosto – Porto Santo
  • 9 de Agosto – Trancoso
  • 10 de Agosto – Peso da Régua
  • 14 de Agosto – Louriçal
  • 20 de Agosto – Alcobaça
  • 26 de Agosto – Lousada
  • 31 de Agosto – Lagoa
  • 5 de Setembro – Viseu
  • 13 de Setembro – Olivais, Lisboa

Agenda de Concertos de Mariza em 2024

  • 1 de Junho – Vila do Conde
  • 20 de Junho – Lisboa
  • 21 de Junho – Ourém
  • 22 de Junho – Cinfães
  • 19 de Julho – Évora
  • 20 de Julho – Vila Franca do Campo
  • 10 de Agosto – Portimão
  • 14 de Agosto – Borba
  • 15 de Agosto – Fátima
  • 25 de Agosto – Grândola
  • 1 de Setembro – Cuba
  • 6 de Setembro – Castelo Branco
  • 7 de Setembro – Montemor-o-Velho
  • 14 de Setembro – Alenquer

Um pouco da história de... Mariza

MARIZA: A Voz da Mouraria Que Se Tornou Embaixatriz Mundial do Fado

Falar da Mariza é falar de um fenómeno de vinte anos que, na minha opinião, é o maior feito na música portuguesa desde Amália Rodrigues. Ninguém, repito, *ninguém* conseguiu construir uma carreira internacional com este impacto, elevando o Fado de um fenómeno local para uma estrela da World Music. É a nossa embaixatriz, a artista que não tem medo de ser ousada, mas que nunca perde a alma da Mouraria.

A Curva de Carreira: Da BBC ao Sexteto de Platina

A viagem começou de forma discreta, sim, mas o seu álbum de estreia, Fado em Mim (2001), foi o verdadeiro ponto de viragem. O disco não só revelou uma personalidade artística fortíssima (a afastar qualquer sombra de imitação da Amália), como nos deu o hino “Ó Gente da minha Terra” do Tiago Machado – um sucesso que se tornou gigante. Eu lembro-me do burburinho: o disco chegou às 6 Platinas e, pasmem-se, deu-lhe o prémio da BBC Radio 3 para o Melhor Artista Europeu na área da World Music! O seu talento era tão óbvio que o Quebec, Nova Iorque, Hollywood, todos se renderam.

O segundo álbum, Fado Curvo (2003), só veio reforçar isso, atingindo também 6 Discos de Platina. A Mariza não se contentava: meteu José Afonso no Fado, subiu ao 6º lugar da tabela Billboard World Music e ganhou o European Border Breakers Award. As apresentações multiplicaram-se, do Royal Festival Hall de Londres ao Walt Disney Concert Hall de Los Angeles (com a Filarmónica!)

Os Amigos Gigantes e o Enigma da Música

O que eu mais admiro na Mariza é a forma como ela se rodeia dos melhores. Não é para todos ter na lista de colaborações Jacques Morelenbaum, Gilberto Gil, Ivan Lins, Lenny Kravitz, e até o Sting! Isto não é só sucesso, é o respeito de gigantes. Aliás, o facto do seu repertório é essa: ela não fica só pelo Fado clássico, atira-se a mornas cabo-verdianas e até clássicos do Rhythm & Blues. O Fado, nas mãos dela, é um género universal.

Em 2005, com Transparente, mais um álbum 4xPlatina, ela demonstra uma faceta mais madura, homenageando mestres como Fernando Maurício (com quem cantava na Mouraria!) e Carlos do Carmo. Em 2006, recebeu o grau de Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique do nosso Presidente Jorge Sampaio.

A Consagração Global e a Homenagem Final

Do documentário da BBC ao filme Fados de Carlos Saura, a Mariza tornou-se uma figura de cinema. Os concertos no Carnegie Hall de Nova Iorque e na Sydney Opera House são a prova de que ela é uma artista internacional de primeira água. O álbum Mariza (2018) ficou nove semanas no topo, o vídeo de “Quem Me Dera” tem 27 milhões de visualizações e foi nomeado para o Grammy Latino! A digressão mundial terminou na nossa Altice Arena esgotada!

Este ano, no vigésimo aniversário de carreira, a Mariza faz a prova de fogo: Mariza Canta Amália. É o exame final de uma fadista, e ela passa com distinção, impondo a sua própria leitura. A menina de Moçambique criada na Mouraria apropriou-se das raízes e converteu-se num tesouro universal. E nós, portugueses, só temos a agradecer-lhe!