Agenda de Concertos de Minhotos Marotos em 2026
- 15 de fevereiro – Miranda do Douro
- 5 de julho – Velas
- 13 de agosto – Torre de Moncorvo
Agenda de Concertos de Minhotos Marotos em 2025
- 2 de março – Pinhel
- 26 de abril – Pevidém
- 17 de maio – Amares
- 31 de maio – Alvorge
- 9 de junho – Covelo, Gondomar
- 10 de junho – Forte da Casa
- 13 de junho – Alfena
- 23 de junho – Marco de Canaveses
- 23 de junho – Arronches
- 25 de junho – Tábua
- 27 de junho – Almeirim
- 28 de junho – Lorvão
- 29 de junho – Sever do Vouga
- 12 de julho – Porto
- 13 de julho – Foros de Salvaterra
- 18 de julho – Santa Marinha do Zêzere
- 26 de julho – Sousanil
- 8 de agosto – Moure, Vila Verde
- 14 de agosto – Vila Boa do Bispo
- 23 de agosto – Provesende
- 24 de agosto – Salgueiro
- 6 de setembro – Gebelim
- 7 de setembro – Cela, Alcobaça
- 13 de setembro – Vila Cova à Coelheira
- 27 de setembro – Morreira, Braga
- 28 de setembro – Resende
Agenda de Concertos de Minhotos Marotos em 2024
- 3 de fevereiro – Dom Fernando, Achete
- 1 de março – Vila Nova de Foz Côa
- 24 de março – Ourique
- 11 de maio – Nogueira da Regedoura
- 2 de junho – Miranda do Corvo
- 16 de junho – Amares
- 21 de junho – São João de Ver
- 22 de junho – Vilar de Arca
- 23 de junho – Porto
- 29 de junho – Cerva
- 30 de junho – Torres Novas
- 1 de julho – Porto de Mós
- 6 de julho – Proença-a-Nova
- 20 de julho – Penamaior
- 21 de julho – Moreira, Pedras Rubras
- 23 de julho – Porto Salvo
- 25 de julho – Covilhã
- 27 de julho – Alhais
- 1 de agosto – Pombal
- 5 de agosto – Vila de Rossas
- 8 de agosto – Aveleda, Lousada
- 9 de agosto – Caldas da Rainha
- 14 de agosto – Santa Comba Dão
- 16 de agosto – Mêda
- 18 de agosto – Vila Chã, Vila do Conde
- 25 de agosto – Mangualde
- 26 de agosto – Abelheira, Escariz
- 29 de agosto – Rio Maior
- 2 de setembro – Atouguia, Ourém
- 6 de setembro – Ribeiradio
- 7 de setembro – Perrães
- 13 de setembro – São João das Lampas
Um pouco da história de... Minhotos Marotos
Minhotos Marotos: quando a tradição ganha voz, ritmo e atrevimento
Há projetos que nascem planeados ao milímetro. Outros crescem porque tinham mesmo de crescer. Os Minhotos Marotos pertencem claramente ao segundo grupo. A história começa cedo, muito cedo, com Cláudia Martins, vimaranense, a pegar numa concertina aos 8 anos e a entrar num universo que muitos conhecem de ouvir dizer, mas poucos vivem por dentro: a cantiga ao desafio. E quando isso acontece tão cedo, já se percebe que não é moda passageira. É raiz.
Entre grupos familiares, duetos e as primeiras letras escritas à mão, Cláudia foi fazendo o percurso clássico… mas com um detalhe fora do comum. Em 2000 grava a primeira desgarrada e torna-se, na altura, a mais jovem cantadeira ao desafio. Pouco depois, com apenas 15 anos, já dava aulas de concertina a dezenas de alunos. É aquela situação rara em que talento e trabalho caminham lado a lado, sem grandes atalhos.
O nome diz tudo. E diz mais do que parece
Em 2009 nasce oficialmente o projeto Minhotos Marotos. O nome não foi escolhido ao acaso. “Minhotos”, pela terra, pela identidade. “Marotos”, pelo duplo sentido, pela malícia bem-humorada que sempre fez parte da música popular. E aqui está um ponto-chave: este grupo nunca teve medo de brincar com as palavras, com os temas do quotidiano, com aquilo que se diz à mesa, nas festas, nas romarias. Talvez por isso o público tenha respondido logo.
O primeiro álbum foi um sucesso cá dentro e lá fora. A música “Marotos” entrou no ouvido coletivo e não saiu mais. Vieram palcos, comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, televisão, novelas da TVI. Tudo isso sem perder o sotaque nem a frontalidade. Não é pouco.
Crescer sem largar o chão
Os anos seguintes confirmaram que não se tratava de um fenómeno momentâneo. Cinco álbuns, um DVD gravado num Multiusos cheio, Discos de Ouro, prémios, colaborações. Mas, curiosamente, um dos momentos mais marcantes foi inesperado: a famosa desgarrada à GNR, em plena A3. Um vídeo simples, gravado por telemóvel, que chegou a milhões. Honestamente, aquilo mostrou algo importante — a tradição também vive no improviso e na autenticidade.
Em 2017, o nome evolui para Cláudia Martins & Minhotos Marotos. Uma mudança natural, quase orgânica, que reflete liderança sem apagar o coletivo. Pelo contrário.
Tradição não é museu. É movimento
Nos anos seguintes, o projeto continuou a cruzar caminhos improváveis: campanhas institucionais, rádio, discos temáticos sobre a história de Portugal, participações em exposições culturais, parcerias com artistas portugueses e brasileiros. Durante a pandemia, enquanto tudo parava, surgiram ideias, vídeos, música feita à distância. Porque parar nunca foi opção.
Em 2022 e 2024, os lançamentos reforçam essa ideia: tradição, amor e marotice podem coexistir. O livro “Desgarradas, Concertinas e Tradições” fecha um ciclo e abre outro, aproximando ainda mais o público deste universo que, afinal, também é deles.
Quinze anos depois… e agora?
Celebrar 15 anos não é olhar para trás com nostalgia. É confirmar que há estrada para continuar. Os Minhotos Marotos provaram que a música popular pode ser irreverente sem perder respeito, moderna sem perder memória. E talvez seja isso que explique tudo. Porque no fundo, quem nunca sorriu com uma boa cantiga marota?



