Agenda de Concertos de Nena em 2026

  • 22 de janeiro – Coliseu (Porto)
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Agenda de Concertos de Nena em 2025

  • 18 de março – Torre de Moncorvo
  • 12 de abril – Aveiro
  • 17 de abril – Miranda do Douro
  • 25 de maio – Chamusca
  • 30 de maio – Coruche
  • 13 de junho – Espinho
  • 18 de junho – Lousã
  • 20 de junho – Évora
  • 30 de junho – Porto de Mós
  • 4 de julho – Lamego
  • 6 de julho – Rebordosa
  • 18 de julho – Condeixa
  • 19 de julho – Vila Nova de Gaia
  • 6 de agosto – Cantanhede
  • 7 de agosto – Almada
  • 8 de agosto – Portimão
  • 14 de agosto – Vila do Conde
  • 16 de agosto – Vila do Porto
  • 30 de agosto – Crato
  • 4 de setembro – Cuba
  • 7 de setembro – Faro
  • 31 de dezembro – Vizela

Agenda de Concertos de Nena em 2024

  • 18 de maio – Super Bock Arena
  • 24 de maio – Vidigueira
  • 12 de junho – Oeiras
  • 15 de junho – Proença-a-Nova
  • 7 de julho – Chaves
  • 27 de julho – Vila de Rei
  • 9 de agosto – Barreiro
  • 16 de agosto – Trofa
  • 17 de agosto – Portel
  • 30 de agosto – Rio Maior

Um pouco da história de... Nena

Nena: uma voz simples, urbana e surpreendentemente próxima

Há artistas que aparecem de mansinho e, quando damos por isso, já fazem parte do nosso dia a dia. Nena é um bom exemplo disso. Nascida Nena Marques, começou a ganhar atenção nacional nos últimos anos, mas o seu percurso vem de trás, feito com calma, tentativas, erros e muitas canções escritas com os pés bem assentes na realidade. E talvez seja por isso que tanta gente se reconhece nela.

Quando Lisboa vira canção

A ligação de Nena à música começa cedo, por volta dos 12 anos, mas é em 2019 que decide gravar os primeiros temas. Em 2020 lança “portas do sol”, uma canção que fala de crescer em Lisboa sem filtros nem romantismos excessivos. Quem conhece a cidade percebe logo os detalhes — os becos, os dias longos, as memórias pequenas que ficam. O tema correu mundo online e somou milhões de visualizações, algo raro para uma artista em início de carreira.

Esse primeiro impacto não foi fogo-de-vista. Em 2022, Nena lança o álbum “ao fundo da rua”, um disco com dez temas que soam quase como páginas de um diário. Não é um álbum feito para impressionar pela técnica, mas para criar relação. E cria. As letras são diretas, por vezes cruas, mas sempre com aquela fragilidade que não se ensina.

Crescer sem pressa também é estratégia

Em 2023 surge “os croquetes acabam”, um single fora do álbum que confirma uma coisa importante: Nena não está presa a fórmulas. Experimenta, muda o tom, arrisca ironia. No ano seguinte, junta-se a Carolina de Deus em “Lembras-te de mim?”, uma colaboração que cruza duas gerações próximas, mas com universos distintos. Funciona porque soa honesta, sem esforço.

Depois vem o Festival da Canção 2024. Para muitos artistas, este palco é um teste de fogo. Para Nena, foi mais um passo. “Teorias da Conspiração” levou-a à final e ao décimo lugar, mas o número pouco importa. O que contou foi a exposição, o debate, as pessoas a falarem da música. Às vezes, não ganhar é exatamente o que faz crescer.

Da televisão às colaborações certeiras

Já em 2025, Nena junta-se a Luís Trigacheiro em “À Espera Do Fim”, uma canção que cruza sensibilidades e prova que o silêncio também pode ser musical. Pouco depois, surge uma confirmação que diz muito sobre o momento da carreira: Nena é escolhida como mentora do The Voice Kids Portugal. Aqui, a lógica muda. Passa de intérprete a referência, de palco a bastidores.

E isto não é pouco relevante. Para quem acompanha o meio, sabe que este tipo de convite não surge por acaso. Surge quando há credibilidade, empatia e uma forma clara de comunicar com diferentes públicos.

O que vem a seguir? Ainda está a ser escrito

Nena não parece ter pressa de definir um rótulo. Pop? Indie? Canção urbana? Talvez tudo isso, talvez nenhum. O que se sente é consistência emocional e uma escrita que cresce com quem a ouve. E isso, num mercado rápido e barulhento, é quase um ato de resistência.

Seja nos auscultadores, no sofá ou num palco maior, Nena continua a fazer o que sabe melhor: contar histórias simples, mas que ficam. E, honestamente, não é isso que procuramos todos na música?