Agenda de Concertos de Os Descendentes em 2026

Se encontraste o concerto que procuravas ou queres guarda esta lista, partilha-o no teu facebook ou no grupo da família 💡

Agenda de Concertos de Os Descendentes em 2025

  • 6 de Dezembro – Vila de Frades
  • 29 de Dezembro – Estremoz

Um pouco da história de... Os Descendentes

Os Descendentes: três vozes, uma mesma raiz

Diretamente do coração do Baixo Alentejo, Os Descendentes apresentam-se como um projeto onde a tradição não pesa, antes empurra. O grupo é formado por Jorge Cruz, Miguel Costa e Mike, três músicos naturais do Alentejo que trazem a terra na voz e no modo como encaram a canção. Depois de anos a partilhar palcos, modas alentejanas e referências comuns, chegou o momento de dar corpo a algo verdadeiramente seu. Esse primeiro passo chama-se “Carta de Despedida”.

Jorge Cruz traz no percurso a experiência do The Voice Portugal e um trabalho a solo já conhecido, enquanto Miguel Costa vem do universo coral, ligado a grupos como Os Moços do Penedo Gordo, Os Encantados ou Os Origens. Mike, por sua vez, é autodidata, escreve e compõe à guitarra e tem formação em Audiovisual e Multimédia, o que se nota no cuidado narrativo das suas canções. Juntos, unem pop, cante e identidade regional de forma natural, sem forçar rótulos.

Quando a estrada aproxima as ideias

Depois de mais de um ano a tocar em várias zonas do país, com presença forte no Alentejo, a passagem pelo podcast de David Antunes acabou por abrir novas portas. Vieram mais concertos, palcos de norte a sul e, com eles, uma proximidade criativa maior entre os três. Foi nesse ambiente de estrada e partilha que surgiram os primeiros temas originais, depois de muito tempo a cantar canções de outros e a aprender com elas.

“Carta de Despedida” nasce dessa sintonia e do desejo de evoluir. Os Descendentes assumem que queriam criar algo que refletisse as suas histórias, as suas raízes e aquilo que realmente os move. Há pop na estrutura, melodias acessíveis e um cuidado evidente com o detalhe, mas o espírito do cante alentejano está sempre presente. Está na forma de cantar, nas harmonias e no espaço que a música deixa para respirar.

Uma despedida dita em voz baixa

A letra foi escrita por Mike durante uma viagem de carro entre Beja e Viana do Alentejo, num momento de reflexão sobre despedidas e palavras que ficam por dizer. A canção fala dessa dor contida, daquele “até um dia” que pode nunca chegar. Versos como “passei à tua janela para te poder ver” constroem imagens simples e profundamente portuguesas, que facilmente se tornam universais.

Não há exagero nem dramatismo forçado. O lirismo é direto, honesto, quase contido, e é isso que faz com que a canção chegue mais fundo. “Carta de Despedida” funciona como um lembrete: não deixar nada por dizer, nem por fazer. Mais do que um tema de estreia, é um gesto de intenção e um ponto de partida. Por agora, está disponível em todas as plataformas digitais e ganha nova vida nos concertos de verão da banda, onde o Alentejo volta a ouvir-se, sem pressa.

Artistas Relacionados