Agenda de Concertos de Os Quatro e Meia em 2026

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Agenda de Concertos de Os Quatro e Meia em 2025

  • 14 de Fevereiro – Paredes
  • 15 de Fevereiro – Silves
  • 22 de Fevereiro – Celorico da Beira
  • 18 de Março – Póvoa de Lanhoso
  • 10 de Maio – Leiria
  • 11 de Maio – Salvaterra de Magos
  • 30 de Maio – Miranda do Corvo
  • 31 de Maio – Valongo
  • 1 de Junho – Santiago do Cacém
  • 7 de Junho – Oliveira de Azeméis
  • 12 de Junho – Nordeste
  • 14 de Junho – Coimbra
  • 15 de Junho – Vila Verde
  • 21 de Junho – Sabugal
  • 22 de Junho – Nelas
  • 28 de Junho – São Pedro do Sul
  • 2 de Julho – Montijo
  • 4 de Julho – Mação
  • 5 de Julho – Lamego
  • 7 de Julho – Monção
  • 13 de Julho – Nordeste
  • 18 de Julho – Vila Nova de Cerveira
  • 19 de Julho – Vila Nova de Gaia
  • 24 de Julho – Lagos
  • 26 de Julho – Celorico de Basto
  • 27 de Julho – Figueiró dos Vinhos
  • 31 de Julho – Cantanhede
  • 15 de Agosto – Santana
  • 16 de Agosto – Mêda
  • 17 de Agosto – Praia do Furadouro
  • 23 de Agosto – Baião
  • 28 de Agosto – Penafiel
  • 29 de Agosto – Grândola
  • 31 de Agosto – Corroios
  • 4 de Setembro – Faro
  • 5 de Setembro – Lamego
  • 5 de Setembro – São João da Pesqueira
  • 6 de Setembro – Benfica
  • 13 de Setembro – Alenquer
  • 16 de Setembro – Tondela
  • 19 de Setembro – Soure
  • 3 de Outubro – Alvaiázere
  • 4 de Outubro – Setúbal
  • 18 de Outubro – Gorazes, Mogadouro

Agenda de Concertos de Os Quatro e Meia em 2024

  • 9 de Fevereiro – Vinhais
  • 17 de Fevereiro – Vila Nova de Foz Côa
  • 5 de Abril – Aveiro
  • 19 de Abril – São Miguel
  • 20 de Abril – São Miguel
  • 27 de Abril – Faro
  • 27 de Abril – Faro
  • 2 de Maio – Lisboa
  • 3 de Maio – Estremoz
  • 4 de Maio – Barcelos
  • 1 de Junho – Paços de Ferreira
  • 9 de Junho – Santarém
  • 13 de Junho – Estarreja
  • 19 de Junho – Anadia
  • 22 de Junho – Cascais
  • 28 de Junho – Vila Real
  • 29 de Junho – Tábua
  • 30 de Junho – Vila Velha de Ródão
  • 6 de Julho – Chaves
  • 12 de Julho – Évora
  • 13 de Julho – Coimbra
  • 14 de Julho – Arronches
  • 18 de Julho – Sertã
  • 19 de Julho – Cinfães
  • 21 de Julho – Marco de Canaveses
  • 26 de Julho – Covilhã
  • 27 de Julho – Peniche
  • 1 de Agosto – Sernancelhe
  • 2 de Agosto – Idanha-a-Nova
  • 14 de Agosto – Barreiro
  • 15 de Agosto – Pampilhosa da Serra
  • 16 de Agosto – Lagoa
  • 17 de Agosto – Almada
  • 18 de Agosto – Seia
  • 20 de Agosto – Bragança
  • 30 de Agosto – Valpaços
  • 6 de Setembro – Braga
  • 7 de Setembro – Ponta do Sol
  • 14 de Setembro – Moura
  • 16 de Setembro – Tondela
  • 21 de Dezembro – Super Bock Arena

Um pouco da história de... Os Quatro e Meia

OS QUATRO E MEIA: O Que Acontece Quando Se É Músico e Amigo?

Eu, sinceramente, acho que a história d’Os Quatro e Meia é daquelas que merecia um documentário — e com muitas gargalhadas! Não se trata de um projeto que nasceu para ser famoso; nasceu numa Coimbra de estudantes, de tunas e de amizade. O nosso Tiago Nogueira, o Ricardo Liz Almeida, o Mário Ferreira, o João Cristóvão Rodrigues, e o Rui Marques (o nosso contrabaixista, ou o “Meia”, se considerarmos a altura, o que é um facto curioso da história!) — eles eram gente de percursos académicos sérios, com o gosto pela música portuguesa a correr-lhes nas veias (Rui Veloso, Zambujo, aquela malta boa!).

A Lenda da Academia de Dança e o Nome Imprevisto

Ninguém diria que um sarau de beneficência, organizado para ajudar a Academia de Dança da irmã do Tiago a ir ao Canadá, seria o ponto de viragem. Pensem bem: no mítico Teatro Académico Gil Vicente, em 2013, o grupo ia atuar e, a cinco minutos de entrar no palco, ainda não tinha nome! Olharam para o Rui Marques e para a sua estatura, somaram e dividiram: Quatro e Meia. E pronto, a história ficou resolvida! Apresentaram sete versões, e as reações foram tão imediatas que saíram de lá com duas propostas de encore! Continuar era a única opção.

Aliás, o caso torna-se ainda mais saboroso quando descobrimos como o baterista, o Pedro Figueiredo, entrou na banda. A anedota é célebre: ele andava pela cantina da Universidade a marcar o ritmo com o tabuleiro! Tinha de ser. Convidaram-no, e a formação ficou blindada.

O Hype Crescente e o Fator Azeitonas

A escrita de originais foi o passo inevitável. E com o primeiro single, “P’ra Frente É que É Lisboa” (o nome é uma premonição, ou sou só eu a achar?), o burburinho instalou-se. Esgotaram o Teatro do Bairro em Lisboa sem uma máquina promocional por trás. Apenas pelo boca a boca e com vídeos de anónimos no YouTube. É o poder da autenticidade!

O que mais me fascina é a forma como o meio musical os acolheu. Responderam aos Os Azeitonas com “Já Estou de Regresso, Amor”, e os *portuenses* não só não levaram a mal, como os convidaram para a primeira parte de um concerto em Coimbra. O que começou por brincadeira, tornou-se coisa muito séria.

O Milagre do Estádio e a Altice Arena

Acho que o verdadeiro exame de profissionalização veio quando o Pedro Barbosa, da Primeira Linha, ouviu o álbum e ficou admirado. Foi a peça que faltava para conciliarem as suas profissões e a música, sem nunca abdicar de nenhuma! O álbum de estreia, Os Pontos Nos Is (2017), foi logo para o topo de vendas! Mas a consagração… ah, a consagração veio a 25 de junho de 2022. Esgotaram o Estádio Municipal de Coimbra. 17 mil almas! É um pequeno grande milagre. Um feito que só um lote restrito de bandas nacionais consegue. E eles fizeram-no com a mesma cumplicidade de sempre.

Passaram por Coliseus, Campo Pequeno, e depois Super Bock Arena, NOS Alive… O exame final agora é a Altice Arena (a 4 de novembro deste ano), mas o que conta é o essencial: em 2023 fizeram dez anos, e continuam a ser o mesmo grupo de amigos que a música só fortaleceu. E isso, para mim, é o maior prémio de todos!