Agenda de Concertos de Paus em 2026

  • 14 de março – Arcos de Valdevez
  • 22 de outubro – Meo Arena (Lisboa)
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Agenda de Concertos de Paus em 2024

  • 3 de fevereiro – Meo Arena

Um pouco da história de... Paus

PAUS: ritmo, choque e identidade própria

PAUS nasce em 2009 e rapidamente se afirma como uma das bandas mais singulares do panorama musical português. Atualmente composta por Hélio Morais, Joaquim Albergaria, Makoto Yagyu e Fábio Jevelim, a banda construiu um território muito próprio, algures entre o rock experimental, a pulsação tribal e uma abordagem quase física ao som. Não é música de fundo. É música que pede atenção.

De onde vem esta energia?

A história dos PAUS começa, em boa parte, antes de a banda existir. Joaquim Albergaria trazia consigo o peso e a experiência dos Vicious Five, um nome maior do pop/rock nacional nos anos 2000. Dois álbuns, um EP, presença regular nos maiores festivais portugueses — do Optimus Alive ao Paredes de Coura — e uma relação muito próxima com a Antena 3 e a MTV moldaram um músico habituado a grandes palcos e a públicos exigentes.

Além disso, Joaquim teve também um papel ativo fora do palco, como curador da rádio Vodafone FM. Esse olhar mais amplo sobre a música, menos fechado num género, acabaria por ser essencial para o ADN dos PAUS.

Hélio Morais e a força do ritmo

Hélio Morais é, para muitos, o coração rítmico da banda. Fundador dos Linda Martini e dos If Lucy Fell, chega aos PAUS com uma bagagem impressionante: seis discos de longa duração e vários EPs editados, além de uma presença constante nos chamados “grandes festivais”. Aqui, porém, Hélio faz algo diferente. Troca a bateria tradicional por uma abordagem frontal, quase ritualista, que se torna imagem de marca da banda.

You know what? Ver PAUS ao vivo é perceber que o ritmo também pode ser discurso.

Makoto Yagyu e Fábio Jevelim: o som por dentro

Makoto Yagyu e João Pereira (ex-membro) já cruzavam caminhos com Hélio nos If Lucy Fell e em Riding Pânico. Makoto, em particular, assume um papel decisivo na construção sonora da banda. Produtor de várias referências nacionais — incluindo Linda Martini, Vicious Five e os próprios PAUS — é nos estúdios Black Sheep que muito do universo da banda ganha forma.

Fábio Jevelim junta-se mais tarde, também ligado aos Black Sheep como co-produtor, e traz consigo experiência em projetos como Blasfemea, Riding Pânico e Men Eater. O resultado é um coletivo onde todos pensam música, não apenas o seu instrumento.

Edições, editoras e afirmação

O percurso discográfico dos PAUS começa com um EP licenciado à Enchufada, editora associada aos Buraka Som Sistema. O primeiro álbum de longa duração surge pela Valentim de Carvalho e entra diretamente para o 3.º lugar da tabela nacional de vendas em novembro de 2011, figurando ainda nas listas dos melhores discos do ano da imprensa especializada.

No verão seguinte, a banda assina com a El Segell del Primavera, editora ligada ao Festival Primavera Sound de Barcelona, assegurando edição, management e booking. Um passo claro na internacionalização do projeto.

“Clarão”, palcos globais e presença constante

Em novembro de 2014 é lançado o single “Bandeira Branca”, retirado do álbum Clarão, editado pela Universal Music Portugal. O videoclipe, gravado em Nova Iorque, reflete bem o espírito independente e experimental da banda — urbano, direto, sem adornos.

Desde então, os PAUS tornaram-se presença habitual em festivais nacionais e internacionais: Optimus Alive, Vodafone Mexefest, Primavera Sound (Barcelona), SXSW em Austin, Festival NRMAL no México, Europavox em França, entre muitos outros. Uma agenda que fala por si.

PAUS hoje: consistência sem concessões

PAUS nunca foi uma banda de fórmulas fáceis. Há contradições no som, tensão no palco, repetição que hipnotiza e ruído que organiza. Parece estranho, mas funciona. E funciona porque há uma ideia clara por trás.

Ao longo dos anos, mantiveram-se fiéis a uma identidade que não pede licença nem segue tendências. Talvez seja por isso que continuam relevantes. E talvez seja por isso que, quando os PAUS sobem a palco, sentimos que algo vai mesmo acontecer.