Agenda de Concertos de Pete Tha Zouk em 2026

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Agenda de Concertos de Pete Tha Zouk em 2025

  • 9 de junho – Redondo
  • 20 de junho – Angra do Heroísmo
  • 21 de junho – Paços de Ferreira
  • 6 de julho – Figueira da Foz
  • 2 de agosto – Benavente
  • 28 de agosto – Aljezur
  • 30 de agosto – Praia do Carvoeiro
  • 3 de setembro – Valpaços
  • 5 de setembro – Santiago do Cacém

Agenda de Concertos de Pete Tha Zouk em 2024

  • 19 de julho – Vila Nova de Gaia
  • 21 de setembro – Leiria

Um pouco da história de... Pete Tha Zouk

Pete Tha Zouk: do Algarve para o topo da música eletrónica mundial

António Pedro é Pete Tha Zouk. Nasceu em 1978, em Olhão, no coração do Algarve, entre o cheiro a marisco, verões longos e noites que pedem música. E talvez não seja coincidência. Há artistas que nascem em sítios que já trazem ritmo no ar — e este é claramente um desses casos.

Os primeiros passos: noites do Sul e aprendizagem silenciosa

Nascido e criado em Olhão, Pete começou a sua carreira como DJ residente em dois espaços que marcaram uma geração. Primeiro o Mitto, um bar que mudou a forma como o Sul de Portugal encarava o início das noites. Depois, a já lendária Locomia, um club com o oceano como pano de fundo, na praia de Santa Eulália.

Na Locomia passou, literalmente, o mundo. DJs internacionalmente reconhecidos, verões intensos, pistas cheias. Pete não estava apenas a tocar; estava a observar, a aprender, a absorver tudo. You know what? Às vezes é assim que se constrói uma carreira sólida — mais a ouvir do que a falar.

Do DJ à produção: quando a pista pede mais

À medida que se afirmava como DJ, Pete começou a passar cada vez mais tempo em estúdio. E o retorno foi quase imediato. Os primeiros temas, “First Tribal Feeling” (em parceria com Bruno Marciano) e “Kashmira”, tornaram-se verdadeiros êxitos nas pistas de dança no início dos anos 2000.

“First Tribal Feeling” chamou a atenção de DJ Chus, o que levou Pete até Madrid para masterizar o tema no estúdio de Chus & Ceballos. Seguiram-se “Kashmira” e “Enchantments” — e, de repente, o nome Pete Tha Zouk já circulava com respeito sempre que se falava em música feita para a pista.

Reconhecimento nacional e faixas que ficaram

Em 2003, surge uma colaboração decisiva com DJ Vibe no tema “Solid Textures”, editado pela respeitada Low Pressings. O resultado? Topos de tabelas, prémios, e uma confirmação clara do talento de Pete como produtor. Ao mesmo tempo, a sua carreira como DJ crescia a um ritmo quase imparável, agora como freelancer, a tocar de norte a sul do país.

Havia uma espécie de contradição curiosa: quanto mais sucesso tinha como produtor, mais gente queria vê-lo ao vivo. Mas Pete conseguiu equilibrar os dois mundos. Nem todos conseguem. Ele conseguiu.

WDB e o estatuto de DJ mais requisitado em Portugal

Em 2006, já com uma carreira enorme em Portugal, Pete Tha Zouk junta-se à WDB, sob a orientação de José Manso e João Miguel. A partir daqui, a fasquia sobe ainda mais. Pete torna-se, de forma consistente, o DJ mais solicitado em Portugal. Para promotores e donos de clubes, o nome era garantia simples: casa cheia.

A WDB não ficou pelo mercado nacional. A carreira internacional começou a ganhar forma, com atuações no Brasil, Suíça e Angola. No Brasil, em particular, Pete foi votado como “DJ Revelação” no Verão de 2009. E na passagem de ano 2010/2011, pela primeira vez, celebrou o novo ano fora de Portugal — precisamente em solo brasileiro.

Prémios, reconhecimento e consistência

Ao longo dos anos, os prémios foram-se acumulando. Em 2002, recebeu o prémio de “DJ Revelação” pela revista Dance Club. Em 2004, venceu “Melhor Produtor” e “Melhor Single do Ano” com “Solid Textures”. Entre 2005 e 2010, Pete conquistou repetidamente os títulos de “Melhor DJ Português” atribuídos por entidades como os Prémios Noite.pt e a Rádio Nova Era.

Honestamente, não foi um pico isolado. Foi regularidade. Ano após ano.

O salto internacional e a DJ Mag

2010 começa em grande com “I’m Back Again”, uma colaboração com Mastercris e Abigail Bailey, que alcança o topo das tabelas internacionais e integra várias compilações pelo mundo. O videoclipe foi gravado em Florianópolis, no Brasil, com realização de Leonel Vieira.

O impacto foi imediato. No final do ano, duas notícias marcaram a carreira de Pete: a entrada direta para o Top 100 da DJ Mag, na posição 81, e a edição do tema “Check This Out” pela Sondos, editora de Erick Morillo.

Mas aqui vem a reviravolta. Em 2011, Pete Tha Zouk sobe uns impressionantes 44 lugares e entra diretamente para o Top 50 mundial, alcançando o 37.º lugar. A melhor posição de sempre de um DJ português neste ranking. Um daqueles momentos que mudam tudo.

Maturidade artística e novos caminhos

Em 2012, surge “Learn To Love”, parceria com a DJ e produtora britânica Rae, com videoclip filmado em Hollywood. Nesse mesmo ano, Pete vence, pelo terceiro ano consecutivo, o prémio de Melhor DJ Português da Rádio Nova Era e estreia-se no maior festival de verão português, o SWTMN.

Seguem-se colaborações, novos temas e uma presença constante em editoras internacionais. “Been Too Long”, “Rocksteady”, “Hanging Out”, “Don’t You Stop Me Now”, “Monsoon”, “Intensa”. Cada tema traz influências diferentes, reflexo de uma carreira vivida na estrada, de pista em pista.

O Algarve no centro e o futuro sempre em movimento

No final de 2014, Pete presta homenagem às suas raízes com “Paradise”, dedicado ao Algarve natal e disponibilizado gratuitamente aos fãs. Em 2015 e 2016, continuam os lançamentos e a renovação do Infinity Radioshow, mantendo uma ligação próxima com o público.

Em 2017, Pete Tha Zouk continua a tocar pelo mundo e repete o sucesso da sua festa anual, o Infinity Sunset by Pete Tha Zouk, em Portimão, no No Solo Agua, novamente com números recorde de público.

As redes sociais acompanham este percurso — mais de 600 mil seguidores no Facebook — mas a essência mantém-se. Música feita para a pista, com identidade, consistência e verdade.

Pete Tha Zouk não é apenas um DJ de sucesso. É um nome que ajudou a colocar Portugal no mapa da música eletrónica global. E, curiosamente, continua a soar como alguém que ainda tem muito para dizer. E tocar.