Agenda de Concertos de Ricardo Ribeiro em 2026

  • 4 de janeiro – Vila Viçosa
  • 17 de janeiro – Sever do Vouga
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Agenda de Concertos de Ricardo Ribeiro em 2025

  • 25 de Abril – Amarante
  • 30 de Abril – Olivais
  • 13 de Julho – Santo Tirso
  • 15 de Julho – Coimbra
  • 15 de Agosto – Cabrela
  • 24 de Agosto – Cabeceiras de Basto

Agenda de Concertos de Ricardo Ribeiro em 2024

  • 11 de Abril – Centro Cultural de Belém
  • 24 de Abril – Vila Real de Santo António
  • 6 de Julho – Mafra
  • 7 de Julho – Vila Franca De Xira
  • 11 de Agosto – Paredes de Coura
  • 6 de Setembro – Sobreda, Almada
  • 8 de Setembro – Vendas Novas
  • 13 de Setembro – Viana do Castelo

Um pouco da história de... Ricardo Ribeiro

Uma voz que nasce no bairro e cresce no mundo

Ricardo Ribeiro nasceu em Lisboa, a 19 de agosto de 1981, e foi criado no Bairro da Ajuda, onde começou a cantar ainda criança, primeiro para os amigos, depois para quem quisesse ouvir. Aos 9 anos já havia ali uma urgência estranha, uma vontade de dizer coisas através do fado. Não era pose nem destino traçado. Era necessidade. E isso sente-se até hoje quando canta.

Aprender cedo, aprender com quem sabe

Aos 12 anos estreia-se em público no Grupo Desportivo “A Académica da Ajuda”, acompanhado por músicos que lhe marcaram o caminho, em especial José Inácio. Pouco depois, entra na Grande Noite do Fado e começa a ganhar prémios, primeiro como promessa, depois como certeza. Vencer em 1997 e 1998 não lhe trouxe pressa. Trouxe responsabilidade.

As casas de fado como escola real

Enquanto estuda fora de Lisboa, integra o elenco do restaurante “Os Ferreiras”, onde canta ao lado de Fernando Maurício, a grande referência da sua vida artística. Mais tarde passa pelo Bairro Alto, por casas como O Faia, Café Luso ou Nô-Nô, e fixa-se também em Alfama, na Mesa de Frades e na Casa de Fado Marquês da Sé. Aqui aprende o essencial: ouvir, esperar, respeitar o silêncio. O fado também se constrói assim.

Do fado tradicional à curiosidade sem fronteiras

Em 2004 lança o primeiro álbum em nome próprio, assumidamente ancorado no fado tradicional, mas já com sinais de inquietação artística. O reconhecimento chega cedo, com o Prémio Amália Revelação e o Troféu Revelação da Casa da Imprensa. Ainda assim, Ricardo Ribeiro nunca ficou fechado numa fórmula. O fado era a base, não o limite.

Quando o fado conversa com o mundo

Essa abertura ganha forma clara na colaboração com o músico libanês Rabih Abou-Khalil. O álbum “Em Português”, lançado em 2008, junta o oud ao fado e recebe o selo de “Top of the World Album” da revista Songlines. Pode parecer arriscado, mas resulta. Porque a voz de Ricardo aguenta o peso da tradição e o desafio do desconhecido.

Entre cinema, teatro e identidade

Ricardo Ribeiro passa também pelo cinema e pelo teatro, canta em filmes de João Botelho, Edgar Pêra e surge no documentário “Fados”, de Carlos Saura. Em palco, participa em espetáculos que cruzam gerações e estilos, sempre com respeito pela raiz. Não há exibicionismo. Há entrega. Honestamente, é isso que o distingue.

Discos que amadurecem com o tempo

“Porta do Coração”, “Largo da Memória” e “Hoje é Assim, Amanhã Não Sei” mostram um intérprete cada vez mais consciente do seu lugar. Letras clássicas convivem com poesia inesperada, outras línguas, outros timbres. O fado tradicional continua lá, firme, mas agora conversa com Bernardim Ribeiro, Paul Verlaine ou com um coro alentejano. Parece contradição, mas não é.

Reconhecimento sem ruído

Os prémios acumulam-se — Melhor Intérprete pela Fundação Amália, Prémio Carlos Paredes, nomeações internacionais — e em 2015 é feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Ricardo recebe tudo com discrição. Não há discursos grandiosos. Há trabalho contínuo. Há palco. Há voz.

O lugar de Ricardo Ribeiro no fado de hoje

Ricardo Ribeiro é, hoje, uma figura central do fado contemporâneo. Não por reinventar tudo, mas por saber exatamente o que preservar e quando arriscar. Para quem tem mais de 30, ouvi-lo é reconhecer o fado de sempre com perguntas novas. E talvez seja isso que faz um fadista durar: cantar o passado sem medo do futuro.