Agenda de Concertos de The Black Mamba em 2026
Ainda não existem datas de concertos confirmados.
Agenda de Concertos de The Black Mamba em 2025
- 15 de Março – Vizela
- 25 de Abril – Sintra
- 20 de Junho – Lisboa
- 31 de Julho – Sever do Vouga
- 6 de Setembro – Murtosa
- 6 de Setembro – Torreira
- 31 de Dezembro – Lisboa
Agenda de Concertos de The Black Mamba em 2024
- 27 de Abril – Sobreda, Almada
- 31 de Maio – Oeiras
Um pouco da história de... The Black Mamba
The Black Mamba: groove, estrada e alma portuguesa
Há bandas que aparecem, fazem barulho e desaparecem. E depois há aquelas que ficam. The Black Mamba pertencem claramente ao segundo grupo. Formados em Lisboa em 2010, surgiram com uma proposta pouco comum no panorama nacional: soul, funk e blues cantados com convicção, mas sem perder um ADN bem português. You know what? Desde o primeiro acorde deu para perceber que não era fogo de vista.
O trio fundador — Pedro Tatanka na voz e guitarra, Ciro Cruz no baixo e Miguel Casais na bateria — escolheu um nome forte, inspirado no veneno da mamba negra africana. Não foi acaso. A música da banda é intensa, sedutora, emocional, mas também controlada, como quem sabe exatamente quando morder e quando recuar. Essa tensão saudável acabou por se tornar a sua assinatura.
Começar forte e não abrandar
O álbum de estreia, homónimo, lançado em 2010, caiu como uma surpresa boa. Subiu ao topo do iTunes Portugal, esgotou nas lojas e empurrou a banda para uma digressão nacional que os colocou no radar de muita gente. Não era só hype; havia palco, havia estrada, havia consistência. Pouco depois, já estavam a tocar fora de portas, em cidades como Filadélfia, Luanda, Madrid ou São Paulo. Nada mau para um começo.
Em 2014 chega Dirty Little Brother, gravado entre Lisboa e Nova Iorque. Aqui, os The Black Mamba alargam horizontes e convidam nomes como Aurea, António Zambujo e Silk. O single “Wonder Why”, com Aurea, passou sem pedir licença pelas rádios nacionais. Let me explain: não foi apenas um sucesso comercial, foi a confirmação de uma banda que sabia crescer sem perder identidade.
Palcos grandes, mudanças internas
Os anos seguintes foram de muito palco. Festivais como NOS Alive, Marés Vivas ou Festival do Crato tornaram-se casa conhecida. Em 2015, a saída de Ciro Cruz marcou uma viragem, deixando Tatanka e Casais como núcleo duro do projeto. Poderia ter sido um travão. Não foi. A energia manteve-se, os concertos continuaram e as colaborações multiplicaram-se, incluindo com Skyler Jet, figura histórica da música soul americana.
Em 2018, The Mamba King levou-os a encher os Coliseus de Lisboa e do Porto. No ano seguinte, celebraram 10 anos de carreira com a Good Times Tour, regressando ao formato trio e revisitando o caminho feito. Um pouco nostalgia, um pouco celebração. Como uma boa conversa entre amigos antigos.
Eurovisão, pandemia e reinvenção
2021 trouxe um capítulo inesperado: a Eurovisão. “Love Is On My Side”, cantada integralmente em inglês, levou Portugal a um 12.º lugar e a um reconhecimento internacional raro. A crítica elogiou, artistas como Skin (Skunk Anansie) também. Durante a estadia na Holanda, ainda em contexto de pandemia, lançaram “Crazy Nando”, com humor e criatividade em tempos estranhos.
Uma última noite que não acaba
Em novembro de 2024 chega Last Night in Amsterdam, o quarto álbum. Gravado entre Lisboa e Amesterdão, é um disco mais noturno, quase cinematográfico. Fala de viagens, despedidas, amores e desencontros. Tem groove, claro, mas também introspeção. Singles como “Sweet Amsterdam” ou “Love Is Dope” convivem com momentos mais espirituais, como “Kathmandu”, com Jorge Pardo e Rão Kyao.
Always com a voz de Tatanka a guiar tudo. A envolver-nos. Last Night in Amsterdam não fecha um ciclo; abre outro. E se a história dos The Black Mamba nos ensinou alguma coisa, é isto: quando há alma, estrada e verdade, o groove não acaba. Continua.



