Agenda de Concertos de Tim em 2025
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Agenda de Concertos de Tim em 2024
- 1 de fevereiro – Coliseu dos Recreios
- 2 de fevereiro – Coliseu dos Recreios
- 8 de maio – Beja
- 8 de maio – Beja
Um pouco da história de... Tim
Tim: a voz firme de uma geração inteira
António Manuel Lopes dos Santos é Tim. Ou, para quase toda a gente, Tim dos Xutos. Nasceu a 14 de abril de 1960, em Ferreira do Alentejo, e acabou por se tornar uma das figuras mais sólidas, reconhecíveis e respeitadas da música portuguesa. Baixista, cantor, compositor, guitarrista — mas acima de tudo, contador de histórias com os pés bem assentes no chão.
Os primeiros acordes: juventude, baile e curiosidade
Tim começa cedo. Aos 15 anos já toca baixo em formações juvenis e grupos de baile. Nada de glamour aqui — noites longas, amplificadores gastos, aprendizagem à força do palco. You know what? É aí que se ganha músculo.
Aos 18 anos entra no Grupo 2, um trio almadense dedicado à música instrumental e à improvisação. Um passo menos óbvio, quase contraditório para quem mais tarde escreveria hinos cantados por multidões. Mas faz sentido. Sempre fez.
Conservatório, agronomia e os Xutos a nascer
Aos 19 anos, Tim inicia o estudo de contrabaixo no Conservatório de Lisboa. Em simultâneo, começa a tocar nos Xutos & Pontapés. Uma vida dupla, quase esquizofrénica — técnica clássica de um lado, energia crua do outro.
Entre 1979 e 1986, frequenta o Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, onde se licencia em Engenharia Agronómica, na área de Melhoramentos Rurais. Sim, é verdade. Tim é engenheiro agrónomo. E não, isso nunca o afastou da música. Pelo contrário, deu-lhe método.
Xutos & Pontapés: canções que ficaram
Em 1982, com apenas 22 anos, grava o primeiro trabalho com os Xutos & Pontapés. A partir daí, segue-se uma sucessão impressionante de discos de originais, quase todos distinguidos com disco de ouro. Tim é autor da maioria das letras e coautor de todas as músicas da banda.
Até 1990, os Xutos crescem, explodem, consolidam-se. Depois fazem uma pausa. Não é um fim. É respiração.
Resistência e o valor da palavra
Durante essa pausa, Tim integra a Resistência, um projeto coletivo que junta nomes como Pedro Ayres Magalhães, Miguel Ângelo, Olavo Bilac, Fernando Cunha e outros músicos essenciais da cena nacional. Gravaram Palavras ao Vento e Mano a Mano — discos onde a palavra ganha um peso quase físico.
Let me explain: Resistência foi menos barulho, mais escuta. E Tim encaixou ali como quem sempre lá esteve.
Rio Grande e outras viagens paralelas
Em 1995 nasce outro projeto marcante: Rio Grande. A partir de uma história de João Monge, musicada por João Gil, e com produção de João Gil, Rui Veloso e Tim, surge um disco que volta a colocar a música portuguesa num lugar alto. O nome do projeto é da autoria de Tim.
Contou ainda com participações de Jorge Palma e Vitorino. No mesmo ano, Tim participa na compilação Espanta Espíritos com o tema “Uma Rocha Negra”, em dueto com Andreia.
O caminho a solo: outras vozes, o mesmo timbre
Em 1999 edita o seu primeiro álbum a solo, Olhos Meus. Um disco mais íntimo, com colaborações de Samuel Palitos, Frederico Valsassina, João Cardoso e Gui. Não era uma rutura com os Xutos; era uma extensão natural.
Entretanto, os Xutos continuam a absorver grande parte do seu tempo, com tournées massivas e concertos históricos, incluindo a celebração dos 25 anos de carreira no Pavilhão Atlântico.
Mais discos, mais caminhos
Em 2006 chega Um e o Outro, o segundo disco a solo, com convidados como Mariza e Mário Laginha. Inclui versões de “Estrela do Mar”, de Jorge Palma, e “Epitáfio”, dos Titãs.
Em 2008 lança Braço de Prata, um álbum rico em referências e adaptações — de Sétima Legião a Adriano Correia de Oliveira, de Bernardo Santareno aos próprios Xutos. O elenco de músicos impressiona e o disco confirma a maturidade artística de Tim.
Companheiros de Aventura e celebração ao vivo
Companheiros de Aventura é editado em março de 2010. Dois anos depois surge Companheiros de Aventura Ao Vivo, com convidados como Celeste Rodrigues, Teresa Salgueiro, Rui Veloso, Mário Laginha e Vitorino. Uma celebração partilhada, sem pressa.
Reconhecimento e legado
A 9 de junho de 2004, Tim é agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito. Em 27 de setembro de 2024, recebe o grau de Comendador da Ordem da Liberdade. Reconhecimentos formais para alguém que sempre preferiu o palco às cerimónias.
Tim não é só um músico. É uma referência emocional. Uma voz que atravessou décadas sem perder densidade, sem perder verdade. E talvez seja isso — honestamente — que o torna tão difícil de substituir.



