Agenda de Concertos de Tim em 2026

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Agenda de Concertos de Tim em 2025

  • 6 de julho – Figueira da Foz
  • 29 de novembro – Super Bock Arena (Porto)

Agenda de Concertos de Tim em 2024

  • 1 de fevereiro – Coliseu dos Recreios
  • 2 de fevereiro – Coliseu dos Recreios
  • 8 de maio – Beja
  • 8 de maio – Beja

Um pouco da história de... Tim

Tim: a voz firme de uma geração inteira

António Manuel Lopes dos Santos é Tim. Ou, para quase toda a gente, Tim dos Xutos. Nasceu a 14 de abril de 1960, em Ferreira do Alentejo, e acabou por se tornar uma das figuras mais sólidas, reconhecíveis e respeitadas da música portuguesa. Baixista, cantor, compositor, guitarrista — mas acima de tudo, contador de histórias com os pés bem assentes no chão.

Os primeiros acordes: juventude, baile e curiosidade

Tim começa cedo. Aos 15 anos já toca baixo em formações juvenis e grupos de baile. Nada de glamour aqui — noites longas, amplificadores gastos, aprendizagem à força do palco. You know what? É aí que se ganha músculo.

Aos 18 anos entra no Grupo 2, um trio almadense dedicado à música instrumental e à improvisação. Um passo menos óbvio, quase contraditório para quem mais tarde escreveria hinos cantados por multidões. Mas faz sentido. Sempre fez.

Conservatório, agronomia e os Xutos a nascer

Aos 19 anos, Tim inicia o estudo de contrabaixo no Conservatório de Lisboa. Em simultâneo, começa a tocar nos Xutos & Pontapés. Uma vida dupla, quase esquizofrénica — técnica clássica de um lado, energia crua do outro.

Entre 1979 e 1986, frequenta o Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, onde se licencia em Engenharia Agronómica, na área de Melhoramentos Rurais. Sim, é verdade. Tim é engenheiro agrónomo. E não, isso nunca o afastou da música. Pelo contrário, deu-lhe método.

Xutos & Pontapés: canções que ficaram

Em 1982, com apenas 22 anos, grava o primeiro trabalho com os Xutos & Pontapés. A partir daí, segue-se uma sucessão impressionante de discos de originais, quase todos distinguidos com disco de ouro. Tim é autor da maioria das letras e coautor de todas as músicas da banda.

Até 1990, os Xutos crescem, explodem, consolidam-se. Depois fazem uma pausa. Não é um fim. É respiração.

Resistência e o valor da palavra

Durante essa pausa, Tim integra a Resistência, um projeto coletivo que junta nomes como Pedro Ayres Magalhães, Miguel Ângelo, Olavo Bilac, Fernando Cunha e outros músicos essenciais da cena nacional. Gravaram Palavras ao Vento e Mano a Mano — discos onde a palavra ganha um peso quase físico.

Let me explain: Resistência foi menos barulho, mais escuta. E Tim encaixou ali como quem sempre lá esteve.

Rio Grande e outras viagens paralelas

Em 1995 nasce outro projeto marcante: Rio Grande. A partir de uma história de João Monge, musicada por João Gil, e com produção de João Gil, Rui Veloso e Tim, surge um disco que volta a colocar a música portuguesa num lugar alto. O nome do projeto é da autoria de Tim.

Contou ainda com participações de Jorge Palma e Vitorino. No mesmo ano, Tim participa na compilação Espanta Espíritos com o tema “Uma Rocha Negra”, em dueto com Andreia.

O caminho a solo: outras vozes, o mesmo timbre

Em 1999 edita o seu primeiro álbum a solo, Olhos Meus. Um disco mais íntimo, com colaborações de Samuel Palitos, Frederico Valsassina, João Cardoso e Gui. Não era uma rutura com os Xutos; era uma extensão natural.

Entretanto, os Xutos continuam a absorver grande parte do seu tempo, com tournées massivas e concertos históricos, incluindo a celebração dos 25 anos de carreira no Pavilhão Atlântico.

Mais discos, mais caminhos

Em 2006 chega Um e o Outro, o segundo disco a solo, com convidados como Mariza e Mário Laginha. Inclui versões de “Estrela do Mar”, de Jorge Palma, e “Epitáfio”, dos Titãs.

Em 2008 lança Braço de Prata, um álbum rico em referências e adaptações — de Sétima Legião a Adriano Correia de Oliveira, de Bernardo Santareno aos próprios Xutos. O elenco de músicos impressiona e o disco confirma a maturidade artística de Tim.

Companheiros de Aventura e celebração ao vivo

Companheiros de Aventura é editado em março de 2010. Dois anos depois surge Companheiros de Aventura Ao Vivo, com convidados como Celeste Rodrigues, Teresa Salgueiro, Rui Veloso, Mário Laginha e Vitorino. Uma celebração partilhada, sem pressa.

Reconhecimento e legado

A 9 de junho de 2004, Tim é agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito. Em 27 de setembro de 2024, recebe o grau de Comendador da Ordem da Liberdade. Reconhecimentos formais para alguém que sempre preferiu o palco às cerimónias.

Tim não é só um músico. É uma referência emocional. Uma voz que atravessou décadas sem perder densidade, sem perder verdade. E talvez seja isso — honestamente — que o torna tão difícil de substituir.