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Um pouco da história de... Victor Rodrigues
Victor Rodrigues, a música que se canta com o corpo todo
Há artistas que não precisam de apresentações longas. Basta ouvir os primeiros acordes e o corpo reage quase sozinho. Victor Rodrigues é um desses casos. Nascido em Famalicão, em outubro de 1989, e criado em Fonte Coberta, cresceu entre sons populares, festas locais e aquele espírito de comunidade que ainda hoje se sente nas romarias do Minho. A música, para ele, nunca foi um luxo distante; foi sempre trabalho, paixão e contacto direto com as pessoas.
Quando o acordeão chama, não há como ignorar
Desde cedo, Victor percebeu que o acordeão não era apenas um instrumento, era uma extensão das mãos. Aos 9 anos, entra na escola de música Masof, em Barcelos, e começa a aprender a sério, com método e disciplina. Ao mesmo tempo, integra o Grupo Folclórico Infanto-Juvenil de São Miguel da Carreira. Aqui ganha palco, aprende ritmo coletivo e, acima de tudo, percebe como a música tradicional comunica sem filtros.
É curioso como muitos músicos começam assim: entre ensaios simples, atuações modestas e muito ouvido atento. Nada glamoroso, mas extremamente formativo. Victor foi construindo o seu caminho passo a passo, sem pressas, como quem sabe que a consistência vale mais do que o brilho rápido.
Dos bailes aos discos — e ao grande público
Em 2008 grava o primeiro álbum, “Cheguei aos 18 anos”. Ao mesmo tempo, trabalha em animações de casamentos, festas de família e jantares de empresas. É o lado menos falado da música, mas bem conhecido por quem vive dela. Montar som, ler o público, manter a energia durante horas. Um verdadeiro treino de resistência emocional e profissional.
O ponto de viragem chega em 2012 com “Põe a mão na cabecinha”. Quem nunca ouviu? A canção tornou-se presença obrigatória em festas populares e programas de televisão. Simples, direta, contagiante. E talvez seja isso o segredo: não complicar o que deve ser vivido com leveza. A partir daí, Victor passa a ser figura regular nas romarias, com destaque para a Festa das Cruzes, em Barcelos, e junto das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.
Pausa forçada, estrada aberta
Nem tudo foi palco e aplauso. Em 2020, com a pandemia a travar espetáculos, Victor fez algo que muitos não esperavam: tornou-se motorista de pesados. Honestamente, faz sentido. Trabalho é trabalho. Dessa experiência nasce, em 2022, o álbum “Eu sou camionista”, uma homenagem sentida a quem vive na estrada. Música como espelho da vida real, sem filtros.
Em 2023, surge num novo papel: júri do programa “Estrelas ao Sábado”, na RTP1. Aqui, o músico experiente dá lugar ao avaliador atento, alguém que sabe o peso de subir a palco e lidar com expectativas.
Família, raízes e identidade
Fora dos holofotes, Victor vive em Couto de Cambeses, Barcelos. É casado desde 2010 com Marlene e pai de dois filhos. Também é confrade da Confraria do Galo de Barcelos, um detalhe que diz muito sobre a sua ligação à identidade local. No fundo, Victor Rodrigues continua a ser isso mesmo: alguém que faz música com os pés bem assentes na terra, mas com vontade de pôr toda a gente a mexer.
E talvez seja por isso que as suas canções continuam a resultar. São simples, sim. Mas simples não é fácil. É trabalho sério, feito com verdade.



