Agenda de Concertos de Virgul em 2026

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Agenda de Concertos de Virgul em 2025

  • 3 de maio – Lousada
  • 10 de maio – Moura
  • 31 de maio – Lamoso, Paços de Ferreira
  • 28 de junho – Angra do Heroísmo
  • 12 de julho – Porto
  • 12 de julho – Casal de Cambra
  • 19 de julho – Fontão Fundeiro
  • 19 de julho – Fontão Fundeiro
  • 20 de julho – Covilhã
  • 1 de agosto – Castelo Branco
  • 7 de agosto – Ribeira Grande
  • 9 de agosto – Moure, Vila Verde
  • 15 de agosto – Fronteira
  • 4 de setembro – Palmela
  • 12 de setembro – Olivais, Lisboa
  • 20 de setembro – Odivelas

Agenda de Concertos de Virgul em 2024

  • 11 de maio – Vila Franca de Xira
  • 18 de maio – Vilarinho, Santo Tirso
  • 18 de maio – Vandoma
  • 10 de junho – Tires
  • 14 de junho – Alijó
  • 29 de junho – Paços de Ferreira
  • 19 de julho – Mondim de Basto
  • 21 de julho – Trancoso
  • 27 de julho – Felgueiras
  • 3 de agosto – Vila Nova de Gaia
  • 17 de agosto – Ermidas – Sado
  • 17 de agosto – Ermidas-Sado
  • 23 de agosto – Mogadouro
  • 25 de agosto – Canedo, Santa Maria da Feira
  • 6 de setembro – Torreira
  • 7 de setembro – Carnide, Lisboa

Um pouco da história de... Virgul

Virgul, ou como manter o groove durante décadas

Há carreiras que se constroem em linha reta. E há outras, mais interessantes, feitas de curvas, desvios e regressos cheios de energia. A de Virgul é claramente do segundo tipo. Para muitos, o nome está colado aos Da Weasel — e com razão —, mas a verdade é que a sua história vai muito além de uma banda ou de uma fase específica. É uma trajetória longa, consistente e, acima de tudo, vivida com prazer.

Quem acompanhou os anos 90 e 2000 lembra-se bem do impacto dos Da Weasel. “Dou-lhe com a Alma”, “3º Capítulo”, “Iniciação a Uma Vida Banal”, “Podes Fugir Mas Não te Podes Esconder”. Discos que ajudaram a normalizar o hip hop e o crossover em Portugal, quando isso ainda não era moda nem algoritmo. Virgul era a voz quente, o lado soul, aquele equilíbrio entre atitude e empatia que fazia tudo soar mais humano.

Da Weasel: escola, palco e identidade

Os grandes sucessos vieram depois, claro. “Re-Definições” e “Amor, Escárnio e Maldizer” marcaram uma geração inteira. Festivais cheios, rádios em loop, letras na ponta da língua. Mas o mais curioso é que, mesmo no auge, já se sentia ali uma inquietação criativa. A vontade de fazer mais, diferente, talvez mais próximo do corpo do que da cabeça.

O concerto de celebração no NOS Alive, em 2021, foi isso mesmo: uma celebração. Um regresso pontual, assumido com entusiasmo, sem nostalgia pesada. Como quem diz: fizemos história, mas seguimos em frente.

Nu Soul Family e a tal maturidade musical

Depois dos Da Weasel, Virgul lidera os Nu Soul Family. Dois discos, “Never Too Late to Dance” e “Unconditional Love”, e uma abordagem mais dançável, mais solar. Soul, funk, groove bem oleado. Em 2010, a banda conquista o prémio de Best Portuguese Act nos MTV Europe Music Awards. Nada mau para um projeto que parecia, à partida, mais alternativo.

Aqui, Virgul aprende outra coisa importante: trabalhar som como quem trabalha equipa. Arranjos, produção, direção artística. Menos improviso, mais método — sem perder leveza. Uma espécie de ginásio criativo que viria a fazer sentido mais tarde.

A solo, mas nunca sozinho

A carreira a solo surge com naturalidade. Em 2019 e 2020, novas canções, nova fase. Música de mensagem positiva, boa disposição assumida. “Boa para fazer bebés”, como ele próprio ironiza. Pode soar leve, mas há ali intenção. Fazer música que acompanha a vida real, sem cinismo, sem pose.

O álbum “Júbilo” fecha este capítulo com clareza. Produção do coletivo Red Mojo, escrita com Ben e Alex dos D’Alva, colaborações com Sam The Kid, Dino D’Santiago e Jon Luz. Um cruzamento de mundos que faz sentido. Experiência de um lado, frescura do outro. O resultado soa maduro, confiante e confortável na própria pele.

O segredo? Continuar a dançar

Virgul leva mais de duas décadas e meia de música nos ombros. Ainda assim, não parece cansado. Talvez porque nunca parou de se mexer. Mudou de projetos, de formatos, de discursos. Manteve o groove. E isso, convenhamos, é raro. No fundo, a sua carreira lembra uma pista de dança bem iluminada: entra quem quer, fica quem sente.