Agenda de Concertos de Xutos e Pontapés em 2026

  • 4 de setembro – Porto D’Ave
Se encontraste o concerto que procuravas ou queres guarda esta lista, partilha-o no teu facebook ou no grupo da família 💡

Agenda de Concertos de Xutos e Pontapés em 2025

  • 24 de Abril – Alcácer do Sal
  • 25 de Abril – Silves
  • 30 de Maio – Seixal
  • 4 de Junho – Oeiras
  • 14 de Junho – Vila do Conde
  • 18 de Junho – Regueira de Pontes
  • 19 de Junho – Castelo Branco
  • 21 de Junho – Cinfães
  • 22 de Junho – Benfica
  • 4 de Julho – Vila Real
  • 5 de Julho – Coimbra
  • 5 de Julho – Coimbra
  • 6 de Julho – Torres Vedras
  • 18 de Julho – Vila Nova de Gaia
  • 25 de Julho – Porto Moniz
  • 27 de Julho – Avis
  • 27 de Julho – Avis
  • 28 de Julho – Pombal
  • 1 de Agosto – Montalegre
  • 2 de Agosto – Cantanhede
  • 9 de Agosto – Ferreira do Zêzere
  • 11 de Agosto – Olhão
  • 14 de Agosto – Góis
  • 15 de Agosto – Ribeira de Pena
  • 16 de Agosto – Freixo de Espada à Cintra
  • 24 de Agosto – Barreiro
  • 29 de Agosto – Penafiel
  • 30 de Agosto – Carrazeda de Ansiães
  • 30 de Agosto – Carrazeda de Ansiães
  • 4 de Setembro – Tavira
  • 5 de Setembro – Rio Maior
  • 7 de Setembro – Lisboa
  • 12 de Setembro – Moura
  • 12 de Setembro – Moura
  • 15 de Outubro – Tomar
  • 25 de Outubro – Tomar
  • 31 de Dezembro – Quarteira

Agenda de Concertos de Xutos e Pontapés em 2024

  • 24 de Abril – Santiago do Cacém
  • 25 de Abril – Odemira
  • 1 de Maio – Barcelos
  • 18 de Maio – Samora Correia
  • 15 de Junho – Lisboa
  • 22 de Junho – Mértola
  • 29 de Junho – Póvoa de Varzim
  • 6 de Julho – Castanheira de Pera
  • 20 de Julho – Covilhã
  • 10 de Agosto – Ribeira Grande
  • 15 de Agosto – Santana
  • 17 de Agosto – Almada
  • 21 de Agosto – Bragança
  • 25 de Agosto – Lagoa
  • 26 de Agosto – São Roque do Pico
  • 13 de Outubro – Mogadouro

Um pouco da história de... Xutos e Pontapés

XUTOS & PONTAPÉS: A Instituição, o Rock e a Banda Sonora das Nossas Vidas

Olho para os Xutos & Pontapés e sinto uma gratidão imensa. Eles não são apenas uma banda; são uma instituição cultural, tão portugueses como o fado ou as sardinhas na brasa. Quem não cruza os braços em X e não sabe cantar “Para Ti Maria” falhou o teste de nacionalidade! A história deles é a história do rock português, feita de luta, rebeldia e suor.

A Curva de Carreira: Da Encarnação ao Rock Rendez Vous

Tudo começou em 1978, com os punks Zé Pedro (o bom rebelde, a alma dos Xutos) e Zé Leonel, que queriam ser os Clash da Encarnação. Juntaram-se o resmungão Kalú na bateria e o estudante de Agronomia Tim no baixo. O primeiro concerto, em 1979 nos Alunos de Apolo, à boa maneira punk, teve quatro temas em seis minutos. A vida malvada acabava de estrear!

O ponto de viragem deu-se quando Tim assumiu a voz e, crucialmente, quando o virtuoso João Cabeleira entrou em 1984, trazendo consigo a guitarra-solo que elevou o som da banda. O single “Remar, Remar” é, para mim, o hino da resistência, o tema que nos frustra e nos inspira simultaneamente. A chegada de Gui no saxofone em 1985 completou a formação clássica – os cinco magníficos – que nos deu o mítico álbum Cerco, com “Homem do Leme” e “Conta-me Histórias”. Gravado com um som roufenho de propósito, é a pura raiva e resistência de uma banda ignorada pela indústria.

O Pico da Popularidade e o Abraço do País

Depois de tanto combate em palco (cada concerto era uma trincheira!), em 1987, assinam pela major Polygram. O álbum Circo de Feras é Disco de Ouro, com hinos como “Não Sou o Único”. Mas o pico da sua imaginação melódica chegou em 1988: o álbum 88, com “Para Ti, Maria” e a inesquecível “A Minha Casinha”, é um disco perfeito, de uma alegria contagiante que os levou à platina e a esgotar o Pavilhão dos Belenenses em três noites. A sua generosidade fez com que o triplo-álbum Ao Vivo custasse o mesmo que um normal. São estas atitudes que os tornam uma anedota de amor ao público.

Ao longo das décadas, souberam reinventar-se, seja no formato quarteto com Dizer Não de Vez (1992) e o single “Chuva Dissolvente”, seja no lendário Ao Vivo na Antena 3 (1995), que os apresentou a uma nova geração. O país reconheceu o seu legado em 2004, com a Ordem do Infante D. Henrique, concedida pelo Presidente Jorge Sampaio.

O grande ponto de interrogação chegou em 2017, com a saúde de Zé Pedro. O comovente concerto no Coliseu dos Recreios provou a união inquebrável da banda e do público. Não importa o que o futuro reserve, os Xutos farão as coisas “à sua maneira”, agarrados aos seus fãs e à História que construíram. Obrigado, Xutos, pela banda sonora das nossas vidas. Queremos a reedição do Conta-me Histórias, urgentemente!