Festas do Senhora da Agonia 2025 em Moure
Festas da Senhora da Agonia 2025 em Moure: quando a fé e a festa se abraçam
Há festas que são só uma desculpa para sair à rua. E depois há as Festas da Senhora da Agonia em Moure, que são muito mais do que isso. São uma paragem obrigatória no verão minhoto — daquelas que se guardam no peito o ano inteiro e onde regressamos, nem que seja só por um dia, para nos sentirmos de novo em casa.
De 14 a 17 de agosto, Moure transforma-se. Ganha luz, música, cheiro a caldo verde e sardinha assada. E mais importante: ganha gente. Gente que vem de perto e de longe, da aldeia, da cidade, do estrangeiro até. Porque o apelo é maior do que qualquer cartaz. É o das raízes, da memória, da fé que pulsa ao som dos bombos.
Velas, vozes e batidas que entram pela noite
Na quinta-feira, o arranque é sereno mas com alma. A procissão de velas ilumina as ruas de uma forma que nenhuma fotografia consegue explicar. Sente-se — e pronto. Depois, o Coral Magistroi dá o tom à noite, e mais tarde, já depois das doze badaladas e de um fogo de artifício daqueles que deixam o céu a arder, entra o DJ Lilas Cruz com batidas que acordam até quem já ia para casa.
Folclore, romagens e tradição no seu melhor
A sexta-feira começa com missa e romagem ao cemitério — porque estas festas, mais do que tudo, também são memória. E à noite, o palco enche-se de cor com três grupos que são puro orgulho: a Associação de São Miguel da Carreira, o Rancho de Guifões e o Grupo Folclórico de Santa Maria de Moure. Uma autêntica aula viva de tradição. À meia-noite, claro, mais fogo e mais música, desta vez com DJ Pedro Valez.
Zés Pereiras, Luís Filipe Reis e uma noite para guardar
Sábado é dia de festa com “F” grande. Logo pelas 08:30, os Zés Pereiras de Barcelinhos tomam conta das ruas com aquele som que entra na pele e diz: “Hoje há festa!”. E à noite, a cereja no topo do bolo — Luís Filipe Reis, cantor da alma portuguesa, que transforma qualquer palco num encontro de sentimentos. Depois disso, é impossível ir embora sem passar pelo recinto: o DJ José Santos e o DJ Ricardo Lomar tratam de manter o coração a dançar até o corpo ceder.
Domingo de fé, fanfarra e despedidas
Domingo fecha as cortinas com a mesma elegância com que tudo começou. Missa de manhã, fanfarra à tarde, Banda Visconde de Salreu a abrir caminho à majestosa procissão. E à noite, como quem não quer que acabe, Micael Vingança leva-nos pela mão com o seu estilo tão próprio. O fogo de artifício à meia-noite encerra as festividades — mas não o sentimento. Esse fica.
Mais do que festas, são reencontros
Não são só os eventos no papel. É o cheiro a pão com chouriço, o som da concertina que se ouve antes de se ver, o reencontro com primos que não víamos desde o verão passado. As Festas da Senhora da Agonia em Moure são isso tudo e mais. E quem já foi, sabe: custa mais não ir do que faltar ao trabalho na segunda.
Cartaz

Programa
14 de Agosto (Quinta-feira)
21:00 – Eucaristia com Procissão de Velas
22:30 – Coral Magistroi
00:00 – Fogo de Artifício
00:30 – DJ Lilas Cruz
15 de Agosto (Sexta-feira)
11:00 – Eucaristia
12:00 – Romagem ao Cemitério
21:30 – Associação Folclórica de São Miguel da Carreira – Barcelos
Rancho Paroquial de Guifões – Matosinhos
Grupo Folclórico Santa Maria de Moure
00:00 – Fogo de Artifício
00:30 – DJ Pedro Valez
16 de Agosto (Sábado)
08:30 – Zés Pereiras Barcelinhos
22:00 – Luís Filipe Reis
00:00 – Grandiosa Sessão de Fogo de Artifício
00:30 – DJ José Santos & DJ Ricardo Lomar
17 de Agosto (Domingo)
11:00 – Eucaristia
16:00 – Fanfarra Alameda de São João
16:15 – Banda Visconde de Salreu
17:30 – Atos Religiosos & Majestosa Procissão
21:00 – Micael Vingança
00:00 – Fogo de Artifício
Encerramento das Festividades












