Vagos Metal Fest 2025
Cartaz

Programa
31 de Julho
P.O.D
Candlemass
Destruction
Gama Bomb
Sublime Cadaveric Decomposition
Bleeding Display
Hochiminh
Undersave
Momentos Extremos de Obsessão
Blax
Vector Of Underground
Evenflow
1 de Agosto
Moonspell
Dying Fetus
Rhapsody Of Fire
Warbringer
Angelus Apatrida
Hills Have Eyes
Karbonsoul
Lunarsea
Methedras
Haunted Gods
2 de Agosto
Mayhem
Black Flag
The Exploited
Bizarra Locomotiva
Serrabulho
Mata-Ratos
Furor Gallico
VxPxOxAxAxWxAxMxC
Nihilo
Iznutri
3 de Agosto
Hatebreed
Gorgoroth
Decapitated
Thrown
Gutalax
Worst
Okkultist
Stercore
Chontaraz
Jamart
Diesel Humm!
Vagos Metal Fest 2025: Quatro dias para abanar a cabeça (e a alma)
Todos os verões têm o seu momento alto — e para os amantes de música pesada, esse momento acontece em Vagos. Não é só um festival. É um encontro tribal, um ritual de barulho, suor e comunhão onde riffs, blast beats e gritos guturais se transformam em catarse coletiva. O Vagos Metal Fest 2025 promete ser o mais intenso até agora, com um cartaz que mistura lendas, peso bruto e algumas surpresas que só quem vive isto por dentro consegue perceber.
Entre o pó da terra e a cerveja fresca, o metal fala todas as línguas — do death ao black, do thrash ao grind. Mas atenção: este festival não é só para quem veste preto o ano inteiro. É para todos os que sentem a música no peito, que procuram aquele lugar onde o som nos agarra por dentro e nos faz esquecer o resto do mundo por uns dias.
P.O.D – Rapcore com alma californiana
Chegam dos Estados Unidos com a energia toda dos anos 2000 e um som que mistura rap, nu metal e espiritualidade crua. Os P.O.D são daqueles nomes que arrastam memórias. “Youth of the Nation”, alguém? O público vai berrar o refrão com o punho no ar — e sim, provavelmente com um sorriso nostálgico.
Candlemass – Doom que arrasta o tempo
Há bandas que não se ouvem. Sentem-se. Os suecos Candlemass são mestres nisso. Fundadores do epic doom, tocam devagar, pesado, com um arrasto que parece parar o tempo. Um concerto deles é quase uma missa — sombria, lenta e imponente.
Destruction – Thrash sem travões
Se há nome que encaixa no espírito do Vagos, é este. Os Destruction, lendas do thrash alemão, não brincam. Tocam rápido, gritam mais ainda e fazem com que qualquer pescoço se arrependa no dia seguinte. E sim — é esse o objetivo.
Moonspell – O orgulho de sermos daqui
Os Moonspell não são só a maior banda de metal portuguesa. São uma história viva. Um símbolo. Ver Fernando Ribeiro a comandar o palco em Vagos é ver o metal nacional no seu estado mais puro: teatral, sombrio e visceral. A plateia? Vai ao delírio. Sempre.
Dying Fetus – Brutalidade com técnica
Não se deixem enganar pelo nome quase cartoon — os Dying Fetus são uma máquina bem afinada de death metal técnico. É rápido, pesado e cheio de mudanças de tempo que deixam qualquer baterista com suores frios. Ideal para libertar frustrações ou, vá, espantar o sono.
Mayhem – Black metal com sangue nas mãos
Sim, eles vêm. Os Mayhem carregam o peso de uma história controversa, marcada por tragédia, violência e caos — e ao vivo, isso sente-se. Há uma aura negra, quase ritualista, que toma conta do espaço. Não é para todos. Mas quem entende… nunca esquece.
Black Flag – Punk old-school a dar murros no ar
Não é só metal que vive em Vagos. O punk hardcore também tem espaço — e que espaço. Os Black Flag são pioneiros. Rebeldes por natureza, sem filtro e com riffs que cortam como navalha. É pogo garantido. Cotovelos no ar, claro.
Hatebreed – Motivação em forma de breakdown
Há bandas que fazem levantar peso no ginásio. Os Hatebreed fazem levantar multidões no meio da lama. Com letras que misturam raiva e superação, são o combustível perfeito para quem precisa de um empurrão — ou de um mosh violento.
Gorgoroth – Noruega crua, sem filtros
Se o black metal tivesse uma encarnação física, seria Gorgoroth. Sem concessões, sem melodia a mais, sem sorrisos. Só escuridão. O palco deles não é um palco. É um altar. E a audiência? Fiéis devotos da distorção mais extrema.
Última palavra?
O Vagos Metal Fest não é para toda a gente. Mas quem lá vai, volta. Sempre. Porque há algo de quase tribal nesta comunhão entre distorção e humanidade. E se ainda estás a pensar se vale a pena… olha, já vais tarde para comprar o bilhete.
Festas - Concelho: Vagos
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