Agenda de Concertos de Herman José em 2026

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Agenda de Concertos de Herman José em 2025

  • 1 de fevereiro – Mourão
  • 14 de junho – Alvalade, Lisboa
  • 21 de junho – Misericórdia, Lisboa
  • 22 de junho – Lourinhã
  • 11 de agosto – Azoia
  • 7 de setembro – Murtosa
  • 7 de setembro – Torreira
  • 21 de setembro – Soure
  • 10 de dezembro – Lisboa

Agenda de Concertos de Herman José em 2024

  • 25 de janeiro – Teatro Tivoli
  • 26 de janeiro – Teatro Tivoli
  • 11 de maio – Broalhos
  • 9 de junho – Pinhal Novo
  • 22 de junho – Barcarena
  • 30 de junho – Tábua
  • 23 de julho – Porto Moniz
  • 5 de agosto – Campo Pequeno
  • 15 de agosto – Fátima
  • 17 de agosto – Eixo
  • 18 de agosto – Bragança
  • 26 de agosto – Corroios
  • 30 de agosto – Castelo Novo
  • 2 de setembro – Montemor-o-Novo
  • 20 de setembro – Elvas

Um pouco da história de... Herman José

Herman José: o homem que ensinou Portugal a rir de si próprio

Há nomes que dispensam apresentações, mas pedem contexto. Herman José é um deles. Nascido em Lisboa a 19 de março de 1954, com o nome de Hermann José von Krippahl, traz na biografia uma mistura pouco comum: rigor alemão, caos criativo português e uma curiosidade quase obsessiva pelo comportamento humano. Talvez por isso tenha acabado onde acabou — no centro do humor nacional, a provocar gargalhadas e desconforto em doses iguais.

Entre a música, a infância e uma guitarra barata

Cresceu em Lisboa, filho de pai alemão e mãe portuguesa, num ambiente onde a disciplina convivia com a imaginação. Frequentou o Kindergarten da Escola Alemã de Lisboa e, ainda adolescente, comprou a primeira viola-baixo — uma Fender Jazz Bass usada, paga em escudos e sonhos. A música não era um passatempo. Era um caminho. E, como acontece a muitos artistas, foi por aí que entrou na televisão, primeiro como músico, depois como algo difícil de catalogar.

Anos 70: televisão, política e decisões difíceis

No início dos anos 70 surge na RTP como baixista, integra bandas residentes e começa a ganhar visibilidade. Mas a vida, às vezes, atravessa-se no guião. Perante um ultimato da PIDE que implicava serviço militar na Guerra Colonial, abdica da nacionalidade portuguesa e prepara-se para sair do país. O 25 de Abril muda tudo. Fica em Portugal, estreia-se no teatro e entra definitivamente na televisão, descoberto por Nicolau Breyner. A partir daí, não parou mais.

Os anos 80 e o nascimento de um estilo

É nos anos 80 que Herman José se torna, sem grande discussão, o rosto do humor moderno em Portugal. O Tal Canal, Hermanias, Humor de Perdição — programas que criaram personagens, frases e tiques que entraram no léxico popular. Tony Silva, Serafim Saudade, José Estebes. Era humor, sim, mas também comentário social, sátira política e uma certa irreverência que nem sempre agradava a todos. E ainda bem.

Rádio, música e a voz que não se calava

Paralelamente à televisão, a rádio foi sempre casa. Rádio Comercial, TSF, Antena 1. Programas diários, personagens radiofónicas, crónicas mordazes. Pelo meio, discos que vendiam, canções que toda a gente sabia cantar. “A Canção do Beijinho” não foi só um sucesso; pagou uma casa. Detalhe prático, quase alemão.

Dos anos 90 à consagração total

Nos anos 90 regressa em força à televisão com Casino Royal e, depois, Parabéns, um talk-show onde cabia o mundo inteiro. Presidentes, artistas, estrelas internacionais. Recebe a Comenda da Ordem do Mérito e confirma aquilo que já era evidente: Herman não era só humorista. Era entertainer no sentido mais clássico da palavra.

Polémicas, mudanças e reinvenção

A passagem pela SIC, depois pela TVI, trouxe sucessos, quedas, polémicas e até processos judiciais mediáticos — todos arquivados. Mas talvez isso também faça parte do pacote. Um artista que nunca se escondeu, nunca pediu desculpa por pensar alto. Regressa à RTP em 2010, celebra 40 anos de carreira, cria novas séries, novos formatos, sempre com a música e o humor de mãos dadas.

O legado que continua a mexer

Em 2023 recebe o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. O reconhecimento oficial chega, mas já vinha tarde. Porque Herman José não é apenas uma figura televisiva. É um espelho desconfortável, divertido e, às vezes, brutalmente honesto do país. E talvez seja por isso que continua a fazer sentido. Afinal, rir de nós próprios nunca foi tão necessário.