Agenda de Concertos de José Pinhal Post-Mortem Experience em 2026
- 14 de fevereiro – Aveiro
- 9 de outubro – Coliseu (Porto)
- 7 de novembro – Coliseu dos Recreios (Lisboa)
Agenda de Concertos de José Pinhal Post-Mortem Experience em 2025
- 2 de Agosto – Salir do Porto
- 17 de Agosto – Valongo
- 23 de Agosto – Glória do Ribatejo
Um pouco da história de... José Pinhal Post-Mortem Experience
JOSÉ PINHAL POST-MORTEM EXPERIENCE: O Resgate do Mestre Esquecido do Baile
Isto é uma daquelas histórias que só a música, e o humor português, conseguem criar. Falar dos José Pinhal Post-Mortem Experience não é falar de uma banda; é falar de um fenómeno de resgate cultural, de um super-grupo que se propôs a ressuscitar um mestre da música de baile dos anos 80, o lendário José Pinhal, de Sendim (e com a vida marcada por Santa Cruz do Bispo, Matosinhos).
A Curva de Carreira: De Sendim ao Underground do Porto
O José Pinhal, com a sua música, era um artista subvalorizado, um ícone da música ligeira que andava ali nas margens. O que é genial nesta história é como ele foi redescoberto. O ponto de viragem não é um álbum novo, é uma ideia maluca de amigos. Em 2016, na noite de concertos “O João Faz Anos” (que celebra o aniversário de três amigos chamados João!), o João Sarnadas decide que a melhor forma de festejar é fundar uma banda de homenagem a José Pinhal para se estrear ali.
É aí que nascem os José Pinhal Post-Mortem Experience. E o mais delicioso é a sua composição: é um super-grupo formado por músicos que vêm diretamente do underground e da cena experimental do Porto, com elementos da Favela Discos, Bruno de Seda e Suave Geração. Pensem bem nisto: a malta do indie e do experimental a tocar música de baile dos anos 80, sem ironias, mas com uma dose de performance e entusiasmo absolutamente contagiante! É a prova de que a boa música (e a boa paródia) não têm género.
O Super-Grupo de Baile e o Carisma de Pinhal
O que a banda faz é pegar no repertório do Pinhal e entregá-lo com uma energia que faz com que as canções tenham uma nova vida. Temas que eram para bailar nos salões de província são levados para os palcos dos grandes festivais. Eu lembro-me da primeira vez que os vi: é impossível não ficar a sorrir. Eles conseguiram transformar a música de baile num ato de culto na cena indie. É uma experiência altamente pessoal e envolvente para quem está a assistir.
A anedota deste projeto é a própria justaposição: a seriedade com que estes músicos (conhecidos por projetos mais complexos) abraçam a simplicidade e o sentimentalismo das letras do Pinhal. Eles não só homenageiam, como fazem o público vibrar com uma música que, de outra forma, estaria esquecida. Conseguiram colocar o nome de José Pinhal no mapa cultural contemporâneo, dando-lhe o reconhecimento post-mortem que ele merecia.
O José Pinhal Post-Mortem Experience são o exemplo perfeito de como a cultura se recicla e celebra as suas pérolas esquecidas. Eles são o melhor da música de baile, filtrado pelo humor e talento do underground do Porto. E, honestamente, fazem-nos bailar como se estivéssemos nos anos 80, sem sequer termos lá estado!



