Agenda de Concertos de Mastiksoul em 2026

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Agenda de Concertos de Mastiksoul em 2025

  • 3 de maio – Vila Real
  • 18 de julho – Junceira
  • 2 de agosto – Espinho
  • 13 de agosto – Carreiras São Miguel
  • 28 de setembro – Buarcos
  • 31 de dezembro – Vila Nova de Famalicão

Agenda de Concertos de Mastiksoul em 2024

  • 30 de abril – Bragança
  • 31 de maio – Montijo
  • 6 de julho – Moçarria
  • 13 de julho – Fafe
  • 28 de julho – Trofa
  • 2 de agosto – Achada

Um pouco da história de... Mastiksoul

Mastiksoul: a alma portuguesa por trás da pista de dança

Fernando Figueira talvez não diga muito à primeira leitura. Mas diga-se Mastiksoul e a conversa muda logo de tom. Há batidas que fazem levantar o pé, refrões que ficaram colados ao verão e uma assinatura sonora reconhecível em qualquer latitude. Sim, Mastiksoul é português. E sim, é uma das figuras mais marcantes da música eletrónica feita a partir de Portugal, mas pensada para o mundo.

A história começa antes das cabines e dos estúdios. Começa no breakdance dos anos 80, quando a dança era porta de entrada para a cultura musical. Ainda miúdo, Fernando integrou um grupo de breakdance dos irmãos e percebeu cedo que o ritmo não era passageiro. Depois veio a primeira rave em Portugal, no início dos anos 90. Um choque sensorial. Um pavilhão, milhares de watts, horas seguidas de techno. Saiu de lá a jurar que nunca mais queria ouvir música eletrónica. Três dias depois, já tinha saudades.

Londres, sacrifício e identidade

Here’s the thing: Mastiksoul nunca quis ser “só” DJ. Percebeu cedo que, sem produção própria, não haveria identidade duradoura. Foi isso que o levou a deixar tudo e rumar a Inglaterra. Londres não foi glamour; foi sacrifício. Anos longe da família, Natais passados sozinho, aniversários sem bolo nem parabéns. Em troca, ganhou escola. Trabalhou com produtores ligados a Kylie Minogue, Massive Attack e até bandas sonoras como Matrix. Uma outra liga.

Quando regressa a Portugal, traz mais do que técnica. Traz visão. A sua música soava diferente, mais africana, mais latina, mais quente. Portugal reconheceu-se ali, mesmo que nem todos associassem de imediato a música ao rosto. Curiosamente, muita gente achava que Mastiksoul era estrangeiro. Para ele, sempre foi um elogio. “Ele não deve ser português” significava, no fundo, qualidade internacional.

Da ‘Gasosa’ ao groove com alma

O nome Mastiksoul nasce quase em tom de brincadeira, em Londres, entre colegas israelitas que gozavam com o seu som “funky”. Mastik, pastilha elástica; Soul, alma. Ficou tudo dito. A partir daí vieram os hits: “Gasosa”, “Tou na Moda”, “Dança do Bumbum”. Canções que dominaram pistas e rádios, mas que nunca foram vazias. Havia groove, havia raízes, havia intenção.

Ao longo da carreira, Mastiksoul colaborou com artistas de universos muito distintos, de Shaggy a Pitbull, de Anselmo Ralph a Mariza. Fado com eletrónica? Já feito. Kizomba, afro-house, pop, hip-hop? Tudo cabe, desde que faça sentido. Nem tudo combina com tudo, claro. Xutos e Pontapés talvez ficassem de fora. Mas a sua música é acessível, comunicativa, feita para durar.

Mastikbeats, maturidade e o futuro

Mais recentemente, o regresso ao projeto Mastikbeats mostra um lado mais calmo, menos acelerado. Ritmos mais lentos, menos agressivos, mais espaço para respirar. Why not? A música não tem prazo e o artista também cresce. Hoje, Fernando é pai, gere o tempo de outra forma, mas continua obcecado com a mesma ideia: criar a melhor música possível.

Entre novos temas e o anúncio de um livro autobiográfico, Mastiksoul mantém-se fiel a si próprio. Não segue modas; observa ciclos. Trabalha todos os dias para aquela canção que ainda não existe, ou que talvez já exista sem ele saber. Aquela que daqui a 20 anos ainda faça sentido. E isso, honestly, é o verdadeiro luxo na música.