Agenda de Concertos de Nenny em 2026
Não existem concertos marcados de momento
Agenda de Concertos de Nenny em 2025
- 7 de março – Loures
- 25 de maio – Vialonga
- 12 de julho – Torres Novas
- 20 de julho – Vila Nova de Gaia
- 26 de julho – Trofa
- 1 de agosto – Sever do Vouga
- 6 de setembro – Faro
Agenda de Concertos de Nenny em 2024
- 10 de maio – Vila Franca de Xira
- 1 de junho – Lagoa
- 15 de junho – Amares
- 5 de julho – Costa da Caparica
- 2 de agosto – Lagos
Um pouco da história de... Nenny
Nenny: a voz que cresceu entre Vialonga e o mundo
Há artistas que aparecem de mansinho e outros que entram com uma presença difícil de ignorar. Nenny pertence claramente ao segundo grupo. Nascida em Vialonga, em 2002, filha de pais cabo-verdianos, cresceu num território onde a música não é adereço — é linguagem diária. Talvez por isso, desde cedo, a sua voz trouxe identidade, intenção e uma segurança pouco comum para a idade.
Para quem passou dos 30, este detalhe importa. Nenny não surge de uma fábrica de talentos televisivos nem de um golpe de sorte digital. Surge de contexto. De rua, de amizades, de referências próximas. Foi assim que apareceu a etiqueta “Filha dos Meninos do Rossi”, uma alcunha carinhosa ligada aos Wet Bed Gang, amigos de bairro e padrinhos informais. Nada de marketing frio; era mesmo comunidade.
Primeiros passos, impacto imediato
Em 2019, com apenas 17 anos, lança “Sushi”. A canção espalha-se rápido, como conversa boa que corre de boca em boca. Ainda nesse ano chega “Bússola”. Ambas atingem platina, o que diz muito sobre alcance, mas também sobre escuta real. Não era só consumo rápido; havia identificação.
Em 2020 surge o EP “Aura”, que confirma o que já se suspeitava. Nenny não era episódio passageiro. Havia ali escrita pessoal, flow consciente e uma forma muito própria de misturar rap, R&B e melodia pop sem perder raiz. Para quem cresceu a ouvir letras com peso, isso soa familiar. E confortável.
Do bairro para o mundo — sem perder sotaque
Depois, o salto internacional. As sessões no COLORS e no Tiny Desk da NPR colocam Nenny num circuito onde só entra quem tem algo a dizer, mesmo quando fala baixo. São palcos exigentes, quase despidos, onde não há filtros nem truques. E ela segura-se. Voz firme, postura tranquila, verdade no centro.
É curioso ver como uma artista tão jovem comunica tão bem com públicos mais velhos. Talvez porque não força linguagem nem pose. Canta o que vive. E isso atravessa gerações.
Reconhecimento cedo, mas com cabeça fria
Os prémios chegam cedo: nomeações para os Prémios Play, para os MTV Europe Music Awards, para o Music Moves Europe Awards. Em 2022, entra na lista Forbes “30 Under 30 Europe”. Tudo isto antes dos 21. Impressiona, claro. Mas não deslumbra em excesso.
Nenny parece saber que carreira não é sprint. É maratona. Continua a crescer, a experimentar, a ouvir. E talvez seja isso que mais a distingue: talento, sim, mas também tempo. Tempo para amadurecer, para errar, para acertar outra vez. E para quem ouve, isso faz toda a diferença.



